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Obama critica uso de escravas sexuais por japoneses na guerra

"Foi uma violação atroz e monumental dos direitos humanos. Estas mulheres foram violentadas de maneiras que, mesmo em plena guerra, foram chocantes", disse o presidente americano

09:50 | 25/04/2014
O presidente americano, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira, 25, que o sistema de prostituição forçada das mulheres asiáticas a serviço dos soldados japoneses durante a Segunda Guerra Mundial foi uma violação "atroz" dos direitos humanos.

"Foi uma violação atroz e monumental dos direitos humanos. Estas mulheres foram violentadas de maneiras que, mesmo em plena guerra, foram chocantes", disse o presidente americano durante uma visita a Coreia do Sul.

"Merecem que sejam ouvidas, merecem que sejam respeitadas. E tem que existir um relato preciso e claro do que aconteceu", completou.

"Penso que o primeiro-ministro (japonês Shinzo) Abe admite isto e, sem dúvida alguma, o povo japonês também admite que o passado tem que ser reconhecido de modo honesto e justo", destacou.

Muitos historiadores calculam em 200.000 o número de mulheres - sobretudo coreanas, chinesas e filipinas - transformadas em escravas sexuais por Tóquio durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O caso destas mulheres e as atrocidades cometidas pelas tropas imperiais ainda afetam as relações entre o Japão e os países vizinhos.

Para Obama, os japoneses e os coreanos têm que "encontrar caminhos que permitam superar a pena e a dor".

AFP

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