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Após terremoto, Bachelet declara zona de catástrofe no norte do Chile

10:22 | 02/04/2014
Tremor deixou pelo menos seis mortos e gerou alerta de tsunami. Com medida, presidente tenta evitar repetição do caos instaurado nos dias seguintes à catástrofe de fevereiro de 2010. A presidente Michelle Bachelet declarou nesta quarta-feira (02/04) zona de catástrofe em três regiões do norte do Chile, após o terremoto, de magnitude 8,2 na escala Richter que deixou pelo menos seis mortos e chegou a gerar alerta de tsunami. Lançado apenas cinco horas após o tremor, o alerta vale para duas regiões: Arica y Parinacota e Tarapacá. Trata-se de uma tentativa de Bachelet para evitar o ocorrido no terremoto de fevereiro de 2010, em seu primeiro mandato, quando ela demorou dois dias para decretar o alerta e foi duramente criticada pela oposição. Na ocasião, a catástrofe deixou mais de 700 mortos e foi seguida de uma onda de saques. "Tomamos as medidas necessárias para proteger as vidas e os bens das pessoas. O governo continuará trabalhando para lidar com essa situação de emergência e proteger os cidadãos", garantiu Bachelet, que nesta quarta-feira visitou algumas áreas atingidas pelo terremoto. No Chile, o estado de catástrofe pode ser decretado pelo presidente em situações de calamidade pública. Ele inclui a possibilidade de limitar certas garantias constitucionais, como o direito de reunião e de livre trânsito. Após o alerta de tsunami, quase 1 milhão de moradores das áreas atingidas pelo tremor foram retirados para zonas mais altas das cidades, numa iniciativa elogiada por Bachelet e pelo ministro do Interior, Rodrigo Peñailillo. O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico informou que, após o terremoto, ondas gigantes se formaram no mar. Segundo a Marinha chilena, a primeira atingiu a costa 45 minutos após o terremoto, porém sem causar danos. O alerta de tsunami vigorou por toda a madrugada, sendo suspenso pela manhã. O terremoto que ocorreu às 20h46 (horário local) teve seu epicentro no mar, a sudoeste da cidade de Iquique. O tremor foi seguido durante a madrugada por mais de 20 réplicas, algumas de magnitude 4,9. RPR/ ap/ afp/ rtr

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