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Obama diz que referendo na Crimeia viola leis internacionais

16:09 | Mar. 06, 2014
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Presidente americano afirma que qualquer decisão sobre futuro da Ucrânia tem que incluir governo interino em Kiev. EUA e UE aumentam pressão contra Moscou com imposição de série de sanções, em sua maioria políticas. Num dia de novas sanções de Estados Unidos e União Europeia em represália à intervenção russa na Ucrânia, o presidente americano, Barack Obama, foi a público nesta quinta-feira (06/03) condenar a realização de um referendo na Crimeia para uma integração à Rússia. Segundo ele, a consulta popular viola as leis internacionais. Nesta quinta-feira, o Parlamento da Crimeia aprovou por unanimidade uma moção que pede a adesão da região autônoma ucraniana à Rússia e antecipou, do dia 30 para o próximo dia 16, a realização de um referendo sobre o tema. "O referendo proposto sobre o futuro da Crimeia violaria a Constituição ucraniana e as leis internacionais", disse Obama a jornalistas na Casa Branca. "Qualquer discussão sobre o futuro da Ucrânia tem que incluir o governo legítimo em Kiev." O presidente interino da Ucrânia, Olexandr Turtchinov, condenou o referendo como "uma farsa e um crime organizado por militares russos". A Crimeia, que tem população majoritariamente de origem russa, pertencia à Rússia até 1954. Se a proposta for aprovada na consulta popular, empresas estatais e propriedades pertencentes ao governo ucraniano serão nacionalizadas e a república autônoma adotará o rublo como moeda. Em sua declaração na Casa Branca, Obama disse que ainda há caminho para a diplomacia e que o mundo está unido em oposição às ações russas e em apoio à Ucrânia. O secretário de Estado americano, John Kerry, continua as conversas com o chanceler russo, Serguei Lavrov, para tentar encontrar uma saída ao impasse. "Mas se essa violação da lei internacional continuar, os EUA, nossos aliados e a comunidade internacional continuarão firmes", afirmou o presidente americano. Aproximação UE-Moscou congelada Obama ordenou nesta quinta-feira que pessoas envolvidas com a intervenção russa na Crimeia sejam proibidas de viajar aos EUA e tenham congelados seus bens em território americano. Além disso, o Departamento de Estado cassou os vistos de autoridades responsáveis ou que tenham contribuído para violar a integridade territorial da Ucrânia. Reunidos em Bruxelas, chefes de Estado e governo da União Europeia se decidiram nesta quinta-feira pela adoção de sanções políticas, mas não econômicas, contra a Rússia. Foram suspensas as negociações para a liberalização de vistos no bloco e para um novo acordo de associação entre Bruxelas e Moscou. Antes da cúpula em Bruxelas, a UE já anunciara o congelamento, durante um ano, dos ativos do presidente deposto ucraniano Viktor Yanukovytch, de ex-ministros e mais de dez funcionários de alto escalão do antigo governo. A razão é o suposto envolvimento deles no desvio de fundos públicos. "Primeiro, temos que nos assegurar de que a Ucrânia e a Rússia se sentem para dialogar; segundo, demonstrar na UE que ajudaremos os ucranianos e, em terceiro lugar, enviar uma clara mensagem ao governo russo que o que aconteceu é inaceitável e que deve ter consequências", disse o premiê britânico, David Cameron, em Bruxelas. Nesta quinta-feira, a Rússia anunciou uma reunião das ex-repúblicas soviéticas na Comunidade de Estados Independentes (CEI), incluindo a Ucrânia, para o dia 4 de abril. Segundo Moscou, o encontro será precedido de contatos entre diplomatas russos e ucranianos e é uma forma de deixar a porta aberta à diplomacia. RPR/ ap/ rtr/ afp

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