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EUA adverte Rússia contra nova agressão à Ucrânia

19:44 | 19/03/2014
Os Estados Unidos disseram nesta quarta-feira à Rússia que o que ocorreu na Crimeia "não pode se repetir em outras partes da Ucrânia", destacando que está pronto para adotar medidas adicionais em caso de nova agressão ao território ucraniano.

"O que ocorreu na Crimeia não pode se repetir em outras partes da Ucrânia", advertiu a embaixadora americana Samantha Power durante reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, convocada após o referendo celebrado na península ucraniana e a decisão de Moscou de anexá-la.
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"Um ladrão pode roubar algo, mas isto não confere o direito de propriedade ao ladrão. O que a Rússia fez foi um erro em matéria de direito, errado em matéria de história, um erro perigoso em matéria de política", disse Power na reunião celebrada em Nova York.

Segundo Power, a crise na Ucrânia foi provocada pelas "ambições de um país de redesenhar suas fronteiras".

O embaixador russo, Vitaly Churkin, reagiu à declaração afirmando que os "insultos dirigidos a seu país são inaceitáveis". "A senhora Power deve entender isto caso a delegação dos Estados Unidos deseje nossa cooperação em outros temas no Conselho de Segurança".

Churkin afirmou que o referendo realizado no domingo foi "a expressão da liberdade do povo da Crimeia", e voltou a acusar Kiev e os países do ocidente pela atual crise.

Treze dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU apoiaram no sábado um projeto de resolução apresentado por Washington que condenava o referendo na Crimeia, mas a Rússia utilizou seu direito de veto.

Em entrevista à rede de televisão NBC News nesta quarta-feira, o presidente americano, Barack Obama, descartou qualquer ação militar na Ucrânia, e defendeu uma sólida frente diplomática para discutir a crise com a Rússia.
"Não vamos realizar uma incursão militar na Ucrânia. O que faremos é mobilizar todos os nossos recursos diplomáticos para garantir que haja uma coordenação internacional forte que envie uma mensagem clara" à Rússia.

A Crimeia, com cerca de dois milhões de habitantes, a maioria russófonos, foi cedida pela Rússia à Ucrânia em 1954, quando as duas repúblicas integravam a URSS.
AFP

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