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Deputados líbios são feridos durante manifestação

18:20 | 02/03/2014
Dois membros do parlamento interino da Líbia foram feridos por manifestantes que invadiram o Congresso Nacional Geral (CNG), no centro de Trípoli, neste domingo, disseram autoridades e testemunhas.

O Congresso Nacional líbio, eleito após o levante armado de 2011 que derrubou o líder Muamar Kadafi, provocou a ira popular, ao estender seu mandato do início de fevereiro para até o final de dezembro. Sob pressão dos manifestantes, o Congresso, a mais alta autoridade política da Líbia, anunciou que as eleições serão antecipadas, mas ainda não definiu uma data.

No domingo, dezenas de manifestantes entraram no Congresso Nacional Geral, disseram testemunhas. Os manifestantes exigiram a dissolução do Congresso e protestaram contra o "sequestro", durante a noite, de pessoas que protestavam pacificamente em frente ao prédio do parlamento.

Os manifestantes que invadiram o Congresso também atacaram e "maltrataram" os deputados, disse o porta-voz do CNG, Omar Hmidan, à emissora de televisão Al-Nabaa, acrescentando que carros dos funcionários foram destruídos. Um membro do congresso afirmou que os manifestantes, em sua maioria jovens armados com facas e paus, entraram nas instalações gritando "Renuncie, renuncie".

Mais cedo, manifestantes disseram que homens armados tinham arruinado um protesto pacífico que se realizava na noite de sábado (01). "Homens armados chegaram atirando para o alto e atearam fogo em uma tenda montada pelos manifestantes" na frente do Parlamento, disse Milad al-Arbi, um dos manifestantes. De acordo com eles, os homens pertenciam a uma célula de Operações dos revolucionários líbios, um ex-grupo rebelde que opera sob o comando do congresso.

Em meio à violência no congresso, o chefe da comissão eleitoral da Líbia e dois dos seus membros renunciaram neste domingo, segundo informou a imprensa estatal. Nuri al-Abari, chefe da comissão, não disse por que renunciou, um dia depois da divulgação dos resultados iniciais da votação para o painel constitucional do país. A votação de fevereiro para o painel constitucional de 60 membros foi marcada pela violência.

A comissão disse no sábado que apenas 47 dos assentos foram preenchidos e outros 13 ficaram vazios porque a votação tinha sido interrompida e por causa do boicote de grupos minoritários. A comissão havia dito anteriormente que cerca de meio milhão dos 1,1 milhão de eleitores do país compareceram às urnas.

Os resultados da votação devem ser finalizados após um período de 12 dias de revisões. Não está claro o que o parlamento vai fazer para preencher os demais 13 assentos. A votação é crucial para a transição da Líbia para a democracia, depois do impasse político e da violência com os quais o país vem convivendo desde a queda de Muamar Kadafi. Fontes: Dow Jones Newswires e Associated Press

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