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Rússia: teste militar acontece na fronteira com Ucrânia

10:20 | 26/02/2014
O presidente russo Vladimir Putin ordenou nesta quarta-feira a realização de um teste de prontidão de combate para tropas estacionadas na região que faz fronteira com a Ucrânia. A medida foi anunciada em meio a crescentes tensões entre Rússia e Ucrânia, onde o presidente Viktor Yanukovich, ligado à Rússia, foi deposto recentemente.

"De acordo com o decreto do presidente, hoje, às 14h (horário local, 8h em Brasília), tropas foram colocadas em alerta no distrito militar do oeste, assim como as unidades estacionadas no 2º Distrito Militar do Comando Central Exército, envolvido na defesa aeroespacial, tropas de paraquedistas e aviões de transporte militar de longo alcance", disse o ministro da Defesa Sergei Shoigu, segundo a agência de notícias Interfax.

O distrito oeste tem sede em São Petersburgo e se estende do oeste ártico russo até sua fronteira com a Ucrânia e a Bielo-Rússia. O distrito central é sediado em Ecaterimburgo e se estende da Sibéria à região oeste dos Montes Urais.

Shoigu disse em comunicado transmitido pela televisão, após reunião com o alto escalão militar em Moscou, que os exercícios têm como objetivo "verificar a prontidão das tropas para a ação em situações de crise que ameaçam a segurança militar do país". Segundo ele, durante os primeiros dois dias, os militares serão colocados em alerta máximo e alguns farão treinamento de tiro.

As manobras serão efetivamente iniciadas na sexta-feira e terão duração de quatro dias, disse ele. Os exercícios vão envolver navios no Mar Báltico, frotas do norte a Força Aérea.

As declarações de Shoigu não fizeram qualquer referência à Ucrânia. A Rússia questionou a legitimidade das novas autoridades ucranianas e as acusou de não conseguir controlar os radicais, que ameaçam a população de fala russa que habita o leste e o sul do país.

Há temores de no Ocidente sobre a possibilidade de as Forças Armadas russas intervirem em regiões pró Rússia da Ucrânia, particularmente na região de Crimeia, onde a Frota Russa do Mar Negro está localizada. Mas autoridades russas disseram publicamente que tal medida é improvável.

Nesta quarta-feira, a líder do Conselho da Federação Russa, ou da câmara alta do parlamento, disse que uma intervenção militar não é possível. "Tal cenário é impossível", disse Valentina Matvienko, segundo a agência de notícias Interfax. Segundo ela, a Rússia não tem intenção de interferir nos assuntos internos da Ucrânia. Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.

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