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Protesto violento em São Paulo termina com 230 detidos

08:57 | 23/02/2014
Polícia mobilizou "tropa ninja" e usou gás lacrimogêneo para conter manifestantes mais exaltados. Grupo de black blocks quebrou agências bancárias e incendiou latas de lixo em protesto contra os gastos com a Copa. Confrontos entre policiais militares e manifestantes marcaram um protesto contra a Copa do Mundo realizado em São Paulo na noite deste sábado (22/02). De acordo com a Polícia Militar, cerca de 230 pessoas foram detidas e sete ficaram feridas, cinco policiais e dois manifestantes. Agências bancárias e telefones públicos foram depredados. Cerca de 1,2 mil manifestantes se reuniram na Praça da República e iniciaram um protesto pacífico no fim da tarde. Duas horas depois, segundo a polícia, um grupo de black bocks mascarados teria dito que era a "hora de barbarizar" e iniciou as cenas de vandalismo, incendiando lixeiras e quebrando janelas de agências bancárias no centro da cidade. Os policiais usaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Segundo a polícia, um manifestante abandonou uma mochila na estação de metrô Ana Rosa, dentro da qual estaria um coquetel molotov. Câmeras de segurança captaram o momento em que a bagagem foi deixada, afirmaram os policiais. Manifestantes, porém, alegam que a PM se excedeu e que houve embate quando a marcha foi impedida por eles de seguir. "Nem uma janela sequer havia sido quebrada quando a polícia atacou todo mundo", disse um manifestante à agência de notícias AFP. Mesmo a presença de mil policiais nas ruas não evitou o quebra-quebra. A fim de evitar confrontos violentos como o do último dia 6, que levou à morte o cinegrafista Santiago Andrade, no Rio, a PM mobilizou seu pelotão ninja, especializado em artes marciais. Os policiais imobilizavam os manifestantes e os intimidavam com cassetetes. Profissionais da imprensa também acusam os policiais de excessos. Muitos foram imobilizados pelos integrantes da tropa ninja, arrastados e tiveram seus equipamentos quebrados. Só foram liberados depois de conseguirem se identificar. Convocada pela internet, a manifestação contou com a presença de movimentos sociais, partidos políticos e participantes independentes, e visava criticar tanto os gastos públicos com o Mundial de futebol deste ano cerca de 26 bilhões de reais quanto a falta de obras estruturais que ficarão como legado para o país. MSB/afp/lusa/ap

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