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Novo primeiro-ministro nomeia gabinete mais jovem da história da Itália

13:50 | 22/02/2014
Ex-prefeito de Florença Matteo Renzi assume a chefia do governo italiano. Com metade da equipe ministerial composta por mulheres e média etária abaixo dos 50 anos, democrata propõe um ousado programa de governo. O novo governo da Itália foi empossado neste sábado (22/02), no Palácio do Quirinal. Em longa conversa com o presidente Giorgio Napolitano, na noite anterior, Matteo Renzi assumira formalmente o posto de primeiro-ministro. O político democrata deve impor uma marcha inusitadamente veloz à política italiana. Ele declarou estar ciente da grande "responsabilidade, do momento delicado e também da extraordinária honra" de possibilitar ao país "um governo que esteja apto a dar esperança às novas gerações e a todos os italianos." Impulsionado pela vontade de reformar fundamentalmente o país em crise, Renzi deliberou muito rapidamente com os parceiros de coalizão sobre o programa governamental e a equipe de governo, apresentando imediatamente seu gabinete. Dos 16 ministros, oito são mulheres uma proporção sem precedentes em Roma. A partir da próxima segunda-feira, o 65º governo italiano do pós-guerra se submete aos votos de confiança das duas câmaras do Parlamento. Gabinete jovem O até então prefeito de Florença dedicou atenção especial à escolha do ministro da Economia, que ficará encarregado de levar a cabo um dos projetos centrais de Renzi: afrouxar a política de austeridade imposta à Itália pela União Europeia. O escolhido para chefiar a pasta foi Pier Carlo Padoan, de 64 anos, tecnocrata de esquerda e economista-chefe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Quebrando outra tradição italiana, a de apostar em políticos mais maduros, Renzi compôs um gabinete cuja média etária é de apenas 47,8 anos. O gabinete encabeçado por Mario Monti foi o mais idoso, em torno dos 64 anos de idade. Além de Padoan, apenas o ministro do Trabalho, Giuliano Poletti, ultrapassou os 60 anos de idade. A mais jovem é democrata Maria Elena Boschi, da Reforma e Relações com o Parlamento. Com 39 anos completados em 11 de janeiro, o próprio Renzi é o caçula, não só entre os 59 premiês da história da Itália, como em toda a União Europeia. Uma das surpresas no novo gabinete é a manutenção de Angelino Alfano à frente do Ministério do Interior. O político linha-dura é um dos fundadores do partido Nova Centro-Direita, dissidência do Povo da Liberdade, do famigerado Silvio Berlusconi. Democrata pragmático Pouco antes da posse, Renzi admitira no Twitter: "A tarefa é dura e difícil, mas somos a Itália. Permaneceremos livres e simples." O programa apresentado por ele é implacável: até o fim do mês, pretende-se implementar as longamente procrastinadas reformas do direito eleitoral e das instituições públicas. Em março é a vez da não menos urgente reforma do mercado de trabalho. Para abril está programada a reestruturação administrativa, seguida em maio pela reforma tributária. O jurista florentino Matteo Renzi é presidente do Partido Democrático (PD), maior facção da coalizão em Roma. Considerado um defensor pragmático e anti-ideológico das próprias metas políticas, ele sucede Enrico Letta, afastado da chefia de governo após menos de dez meses, sob a argumentação de que a Itália necessita de reformas velozes e profundas. AV/dpa/afp

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