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Manifestações na Ucrânia deixam 3 mortos, dizem médicos

11:30 | 18/02/2014
Um deputado da oposição ucraniana e o coordenador do grupo de médicos que auxilia os opositores do governo disseram que três manifestantes morreram nos confrontos com a polícia do lado de fora do prédio do Parlamento no centro de Kiev. Oleh Musiy, médico que apoia os manifestantes, disse à Associated Press que três ativistas morreram. O deputado Lesya Orobets fez a mesma afirmação no Twitter.

Segundo fontes médicas, 150 pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade. A maior parte dos ferimentos foi causada por granadas de efeito moral, mas algumas das 30 pessoas em estado grave sofreram ferimentos na cabeça e uma pessoa teve de ter a mão amputada.

Milhares de manifestantes e policiais entraram em confronto nesta terça-feira na capital da Ucrânia. Os participantes do protesto contra o governo atearam fogo a pneus e jogaram pedras contra a polícia no centro de Kiev, após tentarem seguir para o Parlamento e serem recebidos por forças de segurança. A violência eclodiu um dia depois de a Rússia dizer que está pronta para retomar a ajuda financeira ao país.

Várias pessoas ficaram feridas nos confrontos de rua quando tentavam chegar ao Parlamento, já que a polícia respondeu ao ataque com granadas de efeito moral. Os críticos do governo exigem que os parlamentares aprovem mudanças na Constituição que enfraqueceriam os poderes do presidente Viktor Yanukovych, mas o Legislativo ainda não marcou uma data para debater a questão.

A violência desta terça-feira interrompeu uma trégua de algumas semanas. As tensões haviam diminuído nos últimos dias depois de as autoridades terem oferecido anistia para muitos manifestantes. Uma rua ocupada havia sido parcialmente aberta e prédios do governo em Kiev e em capitais regionais foram desocupados.

Os protestos no país tiveram início no final do ano passado em Kiev, quando Yanukovych decidiu não assinar um acordo que aproximaria a Ucrânia da União Europeia (UE) e de ter aceitado um empréstimo de US$ 15 bilhões da Rússia.

Na segunda-feira, o governo russo anunciou que está pronto para voltar a ajudar a Ucrânia e que compraria US$ 2 bilhões em bônus ucranianos denominados em euro até o final da semana. O Kremlin suspendeu o programa de resgate ao país em janeiro depois de Yanukovych ter demitido seu primeiro-ministro pró-Rússia, dizendo que esperaria a formação de um novo governo.

A oposição disse estar pronta para formar um novo governo, apoiado por empréstimos do Ocidente, para colocar em prática uma reforma econômica. Yanukovych ofereceu o cargo de primeiro-ministro ao líder opositor Arseniy Yatsenyuk, mas ele recusou, já que o posto tem poderes limitados.

O porta-voz do Parlamento, Volodymyr Rybak, aliado de Yanukovych ally, disse esperar que "as questões relacionados às mudanças constitucionais possam ser analisadas em 20 de fevereiro".

Ele disse que propostas relacionadas à Constituição precisam passar por audiências nos comitês na quarta-feira, antes de seguirem para debate no Parlamento, conhecido como Rada. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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