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Chefe do Exército rejeita intervenção na Tailândia

15:10 | 24/02/2014
O chefe do exército da Tailândia alertou que o conflito político no país está piorando, depois que quatro pessoas foram mortas em tiroteios e ataques a bomba durante o fim de semana, mas afirmou que as forças armadas não têm planos de intervir.

Em um pronunciamento televisionado na segunda-feira, o general Prayuth Chan-ocha disse que o persistente impasse entre a primeira-ministra Yingluck Shinawatra e seus oponentes era mais amplo e complexo do que uma disputa similar em 2010, que levou apoiadores do irmão de Yingluck, Thaksin Shinawatra, a se reunir em Bangcoc para exigir as eleições que levaram Yingluck ao poder.

Na segunda-feira, Prayuth disse que as forças armadas pretendem se manter fora do conflito e conclamou facções rivais a resolver com diálogo as suas diferenças e encontrar uma solução pacífica. "Os militares não querem usar a força e as armas para lutar contra os tailandeses que têm pontos de vista políticos diferentes", afirmou.

Os protestos contra o governo nas ruas de Bangkok entraram no quarto mês seguido. Os manifestantes acusam Yingluck de agir como representante de Thaksin, que foi deposto por um golpe militar em 2006. Eles querem estabelecer um governo interino não eleito para conter a influência de políticos populistas como os Shinawatras.

As manifestações têm registrado tiros e bombardeios, o que elevou a pressão sobre as forças armadas da Tailândia por uma intervenção.

No domingo, três pessoas - uma mulher e duas crianças - foram mortas e dezenas ficaram feridas em uma explosão de granada perto de um protesto contra o governo na capital tailandesa. A explosão ocorreu depois que pessoas em uma picape dispararam tiros e atiraram explosivos contra participantes de uma manifestação na província de Trat, cerca de 290 quilômetros a leste de Bangcoc, matando uma criança de cinco anos. Ao todo, 19 pessoas foram mortas e mais de 700 ficaram feridas desde que os protestos começaram.

O governo de Yingluck pode enfrentar uma ameaça maior da parte do judiciário da Tailândia do que dos militares. Na semana passada, a Comissão Nacional de Combate à Corrupção da Tailândia disse que vai cobrar a primeira-ministra por má gestão com relação a um programa de suporte aos preços de arroz que gerou prejuízos de US$ 8 bilhões até hoje. Em uma declaração em sua página no Facebook na semana passada, a premiê disse que não houve corrupção associada ao programa, acrescentando que ele tinha como meta aumentar a renda nas áreas rurais. Se Yingluck foi considerada culpada de má gestão, será suspensa das suas funções e enfrentará um processo de impeachment no Senado da Tailândia. Fonte: Associated Press.

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