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Tropas egípcias usam força bruta contra manifestantes

09:19 | 14/08/2013
Tropas egípcias reprimiram manifestantes que apoiam o presidente deposto do Egito, Mohammed Morsi, na manhã desta quarta-feira na tentativa de desmantelar dois locais de protestos no Cairo. Os relatos sobre o número de mortos variam bastante. Segundo Mohammed Soltan, chefe do serviço de ambulâncias do Ministério da Saúde, 10 civis foram mortos e 98 ficaram feridos.

Já o Partido Liberdade e Justiça, o braço político da Irmandade Muçulmana e do qual presidente deposto faz parte, disse que hospitais de campo que o grupo instalou nas duas praças registraram mais de 300 mortos. O Ministério do Interior egípcio disse que um policial morreu e nove ficaram feridos por disparos feitos para dispersar os manifestantes.

As ações nas praças Raba'a al Adiwiya e Nahda paralisaram o Cairo, as principais vias foram fechadas e há tanques nas ruas, na medida em que o governo se prepara para uma retaliação de partidários da Irmandade Muçulmana. Os líderes do grupo prometeram convocar seus partidários para uma passeata até prédios do governo caso os dois pontos de protestos fossem atacados.

Imagens fornecidas pela televisão estatal e pelo escritório de imprensa da Irmandade mostram fumaça no ar, helicópteros fazendo sobrevoos, francoatiradores do governo nos telhados e grande quantidade de manifestantes sendo detido pela polícia. Elas também mostram corpos ensanguentados sendo levados para um hospital de campo montado pela Irmandade em Raba'a.

Segundo a agência oficial de notícias, a Mena, 200 manifestantes foram detidos nos dois pontos de protestos por posse de armas. Forças de segurança lançaram gás lacrimogêneo e munição de verdade contra manifestantes desarmados, dentre eles mulheres. Uma mulher mais velha, que foi intoxicada pelo gás, gritava: "Deus, nos ajude! Estamos desarmados!"

O Exército egípcio impediu os jornalistas de chegar ao local, violando promessas anteriores feitas pela polícia de convidar a imprensa e ativistas de direitos humanos para observar o desmantelamento dos locais de protestos, em razão dos temores de que a polícia agiria com brutalidade.

Grupos de direitos humanos condenaram o uso da força bruta pela polícia durante manifestações. O Human Rights Watch disse que pelo menos 130 manifestantes morreram em confrontos com a polícia no último mês e pediu que as forças de segurança evitem o uso da violência. Fonte: Dow Jones Newswires.

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