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Irlanda abre caminho para aborto em casos de risco

17:15 | 02/07/2013
O Parlamento da Irlanda aprovou nesta terça-feira, em primeiro turno, um projeto de lei que autoriza o aborto quando a medida for considerada necessária para salvar a vida da mãe.

Apoiada pelo primeiro-ministro Enda Kenny, a Lei de Proteção à Vida Durante a Gestação passou com 138 votos a favor e 24 contra.

Líderes católicos alegam que a lei, que ainda pode ser submetida a emendas antes da votação final prevista para a próxima semana, é um "cavalo de troia" destinado a levar ao acesso irrestrito ao aborto na Irlanda.

Kenny, por sua vez, afirma que a proibição constitucional ao aborto não será afetada pela lei.

O governo irlandês estava sob pressão da Corte Europeia de Direitos Humanos para atualizar sua legislação sobre o tema desde 2011, quando o tribunal decidiu que a inação do Estado estava expondo gestantes a riscos desnecessários.

O catalisador da mudança na lei foi a morte de Savita Halappanavar, uma dentista indiana de 31 anos de idade que faleceu em um hospital irlandês uma semana depois de ser internada com dores intensas derivadas de um aborto natural.

Os médicos que a atenderam relutaram em intervir e, quando o aborto foi finalmente autorizado, o feto estava morto e a mãe já havia desenvolvido uma septicemia que a levaria à morte três dias depois.

Duas comissões que avaliaram o caso concluíram que as chances de sobrevivência de Savita teriam aumentado consideravelmente se o aborto tivesse sido realizado um ou dois dias antes da morte do feto. Fonte: Associated Press.

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