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Brasil tem segunda maior expectativa de geração de empregos no segundo trimestre

20:28 | 11/06/2013

Brasil, Peru e Panamá são três dos cinco países do mundo com maiores perspectivas para criar emprego no terceiro trimestre do ano, segundo o estudo da multinacional Manpower divulgado nesta terça-feira, 11, no Panamá, sua sede centro-americana.


O Brasil tem 28% de tendência líquida a criar emprego (diferença entre empresas que preveem aumentar seu pessoal e as que projetam reduções) para o terceiro trimestre de 2013, a segunda melhor do mundo atrás de Taiwan, que tem 35%.
"O Brasil continua sendo quem lidera na América da geração de emprego", porque "muitas empresas estão levando seu processo de produção" ao gigante sul-americano, afirmou em coletiva de imprensa Erik López, gerente de Manpower para a América Central.


Contudo, o relatório alerta que existe uma desaceleração na contratação "na maior parte dos setores da indústria do país" e uma queda "drástica" no emprego no setor da construção. Além disso, segundo López, o Brasil é na América o país "que tem maior dificuldade para preencher suas posições" trabalhistas. Muitas empresas não contratam novas pessoas, mas sim reciclam a equipe que já dispõem ou reestruturam seus projetos.


Após o Brasil estão Turquia, Panamá e Peru, os três com uma tendência de 24%, devido, principalmente, ao aumento das manufaturas e do setor de serviços.
No caso panamenho o relatório destaca o ritmo de contratação "forte", especialmente no setor das manufaturas, apesar da "falta de capacidades continuam frustrando os empregadores", alerta.


No Peru, a demanda de emprego é "especialmente forte" no setor de finanças, onde quase 4 de cada 10 empregadores dizem que tem a intenção de aumentar pessoal no próximo trimestre. Taiwán continua sendo o país com melhor expectativa de emprego do mundo devido à "geração da tecnologia", apesar de uma diminuição das exportações atribuídas à menor demanda do mercado europeu e o aumento da concorrência dos fabricantes do Japão.


A mostra, com margem de erro de 3,9%, consultou 66.000 departamentos pessoais em empresas de 42 países.

 

AFP

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