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Síria usa mais bombas de fragmentação, diz relatório

11:50 | 16/03/2013
O regime sírio está expandindo o uso das bombas de fragmentação, afirmou neste sábado o Human Rights Watch (HRW), quando o conflito entra em seu terceiro ano. O grupo de direitos humanos sediado em Nova York informou que as forças sírias lançaram pelo menos 156 bombas de fragmentação (também chamadas de bombas de cacho) contra 119 locais em todo o país nos últimos seis meses, atingindo uma grande quantidade de civis.

Dois desses ataques, ocorridos nas últimas duas semanas, mataram 11 civis, dentre eles duas mulheres e cinco crianças, diz o relatório do grupo. O HRW disse que baseou suas conclusões em investigações de campo e análises e mais de 450 vídeos amadores.

As bombas de fragmentação se abrem no ar, lançando várias bombas menores. Elas representam uma ameaça a civis mesmo após o lançamento, já que muitas delas não explodem imediatamente. A maioria dos países proibiu seu uso.

Um graduado funcionário do governo sírio negou, neste sábado, que o regime use bombas de fragmentação e disse que "muitos vídeos amadores são discutíveis". Ele falou em condição de anonimato.

Já os rebeldes detonaram um carro-bomba do lado de fora de um prédio de alto padrão na cidade de Deir el-Zor, dando início a confrontos com tropas do regime, informaram ativistas e a televisão estatal. A explosão aconteceu um dia depois da data que marcou o segundo aniversário do levante contra o governo do presidente Bashar Assad. A rebelião teve início com protestos majoritariamente pacíficos, mas se tornou violenta em resposta à repressão do governo, terminando por se transformar numa guerra civil.

Nos últimos meses, o regime intensificou os ataques aéreos e com artilharia em áreas tomadas pelos rebeldes no norte e leste do país, informaram grupos de direitos humanos. As informações são da Associated Press.

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