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Líderes italianos estudam opções de coalizão

11:06 | 26/02/2013
As principais lideranças políticas da Itália reagiram com cautela ao desempenho inesperado do comediante Beppe Grillo nas eleições parlamentares encerradas na segunda-feira. Seu Movimento Cinco Estrelas, de contestação aos políticos tradicionais, obteve 25,55% dos votos na Câmara e 23,79% no Senado, e Grillo já indicou que vai dificultar uma possível aliança entre a coalizão de centro-esquerda liderada por Pier Luigi Bersani e o grupo de centro-direita de Silvio Berlusconi.

Berlusconi sugeriu que pode considerar uma aliança com Bersani, que é do Partido Democrático (PD), mas excluiu uma aliança com o grupo centrista do atual primeiro-ministro, Mario Monti. "Acordo com o PD? Agora precisamos de tempo para refletir. Nenhum acordo com Monti", escreveu ele na rede de microblogs Twitter.

Bersani deve fazer um discurso às 13h (de Brasília), em Roma, mas até agora não indicou o que pretende fazer. Algumas autoridade do PD querem a realização de uma nova eleição o quanto antes, mas outras lideranças insistem em uma postura mais cautelosa, devido a situação econômica delicada do país.

Apesar de ter indicado que vai se opor a uma aliança de Bersani e Berlusconi, Grillo ainda não deixou claro o que pretende fazer. Membros do seu partido insistem que ele conquistou um papel decisivo e destacaram que uma legislação sobre conflitos de interesse é parte fundamental da sua agenda, em uma indireta contra Berlusconi, que é dono de uma grande império empresarial.

Enquanto isso, Nichi Vendola, líder do partido Esquerda, Ecologia e Liberdade, que faz parte da coalizão de Bersani, disse que Grillo é "o verdadeiro vencedor das eleições", indicando que é mais provável uma aliança com o Movimento Cinco Estrelas do que com Berlusconi.

Segundo os resultados mais recentes, o grupo de Bersani ficou com 340 cadeiras na Câmara, seguido da coalizão de Berlusconi, com 124, do movimento de Grillo, com 108, e da aliança de Monti, com 45. A Dos 630 assentos da Casa, 617 já foram designados.

Já no Senado, das 315 cadeiras já foram designadas 309. A coalizão de Bersani ficou com 119 cadeiras, a aliança de Berlusconi com 117, o movimento de Grillo com 54 e a aliança de Monti com 18. Ainda faltam seis senadores eleitos no exterior. A Câmara Alta pode ter ainda até cinco senadores vitalícios, mas no momento existem apenas quatro, incluindo Monti.

Na Itália a Câmara e o Senado tem praticamente os mesmos poderes, ou seja, para que haja um governo é preciso maioria nas duas Casas. As informações são da Dow Jones.

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