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Príncipe Harry conclui missão no Afeganistão e diz que matou talibãs

17:38 | 21/01/2013
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LONDRES, 21 Jan 2013 (AFP) - O príncipe Harry disse que matou alguns talibãs durante as 20 semanas que passou no Afeganistão como piloto de helicópteros Apache, segundo declarações divulgadas nesta segunda-feira coincidindo com o final de sua missão no conturbado país centro-asiático.

O Ministério da Defesa anunciou nesta segunda que o terceiro na linha de sucessão ao trono da Inglaterra deixou o Afeganistão, após cumprir com a missão que começou no dia 7 de setembro.

Interrogado por jornalistas durante sua estadia em Camp Bastion, a maior base britânica no Afeganistão, sobre se teria matado insurgentes de seu helicóptero de combate, o príncipe Harry respondeu: "Sim, como muita gente fez".

"Tirar uma vida para salvar uma vida (...) é no que consiste, suponho", acrescentou o príncipe em declarações à agência Press Association, que o entrevistou em três ocasiões na província de Helmand, ao sul do país, com a condição de não divulgar nada até o fim da missão.

"Se há gente tentando fazer algo ruim contra os nossos, então vamos colocá-los fora do jogo", afirmou.

A missão de Harry, ou do "Capitão Wales" como é conhecido nas Forças Armadas, que integrava um esquadrão de 130 pessoas, consistiu em vigiar, apoiar as tropas da coalizão internacional que lutavam contra os talibãs, escoltar outras aeronaves britânicas e americanas em missões de resgate e, em caso de necessidade, entrar em combate.

"Atiramos quando tivemos que atirar, mas essencialmente somos mais uma força dissuasiva que qualquer outra coisa", ressaltou o príncipe, de 28 anos.

O filho menor do príncipe Charles já havia tido uma primeira experiência militar de 10 semanas no Afeganistão como controlador de caça-bombardeiros em 2007 e 2008, que foi interrompida quando a imprensa fez eco de sua presença por temor que se tornasse alvo dos talibãs.

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