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Premiê turco diz que ativistas foram mortas por curdos

15:41 | 11/01/2013
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, insistiu nesta sexta-feira que os assassinatos de três ativistas curdas em Paris foram o provável resultado de uma disputa interna no movimento curdo e notou que para entrar no prédio onde elas foram mortas a tiros era preciso o acesso de uma senha. Os corpos das três foram encontrados na quinta-feira em um prédio no centro de Paris e uma delas, Sakine Cansiz, era uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo).

As três foram mortas no momento em que o governo turco abriu negociações com o líder do PKK, Abdullah Ocalan, que cumpre sentença de prisão perpétua na ilha de Imrali, perto de Istambul. Os curdos acusaram o governo da Turquia de ser o responsável pelos assassinatos, mas Ancara negou. O PKK luta contra o governo turco desde 1984, em um conflito que já deixou mais de 40 mil mortos. Os curdos somam cerca de 15% da população da Turquia e são majoritários no leste da Anatólia.

Erdogan notou hoje que é necessário o conhecimento de uma senha para entrar no prédio e isso sugere que as mulheres conheciam o assassino. Muitos prédios em Paris têm o acesso controlado por uma senha, que é conhecida apenas pelos moradores.

Agnès Thibault-Lecuivre, porta-voz da promotoria de Paris, disse que uma das três mulheres era muito provavelmente Sakine Cansiz, uma das fundadoras do PKK e que estava na faixa dos 50 anos. As outras duas vítimas foram identificadas como Leyla Soylemez e Fidan Dogan, ativistas curdas na faixa dos 20 anos.

As três foram mortas com vários tiros nas cabeças, disse Thibault-Lecuivre. O ministro do Interior da França disse que as mortes foram "execuções". Centenas de ativistas curdos prestaram homenagem às três ativistas mortas na frente de um centro cultural curdo, em Paris, nesta sexta-feira.

As informações são da Associated Press.

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