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Piñera viaja ao sul do Chile após assassinato de idosos

15:30 | 04/01/2013
Um casal de idosos foi morto em um ataque incendiário contra a casa onde vivia no sul do Chile, na conturbada região mapuche, a chamada "Araucânia". O ministro do Interior do Chile, Andrés Chadwick, disse que o evento foi um "atentado terrorista". O presidente do Chile, Sebastián Piñera, e o ministro viajaram nesta sexta-feira à região, onde manifestarão os pêsames à família dos idosos mortos e tentarão obter mais informações para esclarecer o crime. O Chile tem sido tumultuado, nos últimos dias, pelo aniversário da morte do indígena Matias Catrileo, um estudante universitário morto com um tiro nas costas há cinco anos por um policial.

O general da polícia da Araucânia, Iván Bezmalinovic, disse que o agricultor Werner Luchsinger, de 75 anos, repeliu a tiros de espingarda um grupo de mapuches que tentou invadir sua fazenda na quinta-feira. Perto da fazenda, foi detido mais tarde o mapuche Celestino Córdova Tránsito, de 26 anos, que tinha um ferimento de bala no ombro. Tránsito foi internado em um hospital de Temuco. Mais tarde, após a tentativa de invasão, um banco de homens mascarados invadiu a fazenda e incendiou a casa onde viviam Werner e sua esposa, Vivian McKay. Os idosos morreram no incêndio.

Jorge Luschsinger, primo de uma das vítimas, disse à rádio Cooperativa que a esposa do agricultor tentou chamar os filhos pelo telefone quando o banco mascarado invadiu a fazenda. "Quando um dos filhos chegou à fazenda, quinze minutos após a chamada, a casa estava em chamas e ninguém respondia mais ao telefone", disse.

As informações são da Associated Press.

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