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Paquistaneses fazem 2º dia de protestos contra governo

15:48 | 15/01/2013
Milhares de manifestantes participaram nesta terça-feira do segundo dia de protestos contra o governo na capital dos Paquistão, embora tenha havido confrontos anteriores com a polícia, que lançou gás lacrimogêneo e faz disparos para o alto para afastar alguns manifestantes, que arremessavam pedras.

Os protesto, convocado por Tahir-ul-Qadri, clérigo que tornou-se nacionalmente conhecido desde seu retorno do Canadá no ano passado, uniu os paquistaneses, que dizem que o atual governo trouxe apenas miséria.

Há, porém, quem tema que Qadri e suas exigências para a realização de reforma eleitorais possam prejudicar as próximas eleições do país, possivelmente a mando dos militares.

Durante um discurso no início da manhã, Qadri pediu que o governo renuncie e pediu a seus seguidores que permaneçam nas ruas da capital até que suas exigências sejam atendidas. Muitos levaram cobertores para suportar o frio e passaram a noite na rua.

"Eu darei a vocês tempo...para dissolver as assembleias nacional e todas as quatro provinciais, caso contrário a nação vai se dissolver sozinha", disse ele.

Qadri emitiu várias exigências, todas vagas, para a realização de reformas eleitorais, como o veto a candidatos políticos para assegurar que são honestos e a reestruturação do sistema, de forma que os cidadãos comuns tenham mais oportunidade de participara da política.

Ele diz que seu movimento faz parte da Primavera Árabe, que derrubou antigos ditadores em alguns países da região. Mas seus críticos argumentam que, embora o governo paquistanês tenha falhado, ele ainda está distante de países com regimes autocráticos arraigados como Egito e Tunísia. As informações são da Associated Press.

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