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Maioria nos EUA é favorável a controle de armas

10:50 | 16/01/2013
Quase seis em cada 10 norte-americanos querem leis mais severas para a comercialização de armas nos EUA, em resposta ao massacre ocorrido no mês passado em Connecticut, segundo uma enquete realizada pela Associated Press e pela GFK. Segundo a pesquisa, a maior parte das pessoas deseja a proibição nacional de armamentos de modelos militares e de armas leves de repetição, além da restrição à violência exibida em videogames, filmes e programas televisivos.

O total de 84% dos adultos entrevistados gostariam de ver a criação e aplicação de um padrão federal com checagem de antecedentes de pessoas que compram armas em feiras de armamentos. Três quartos dos cidadãos dos EUA disseram que eles reagiram ao massacre em Connecticut com profunda raiva, enquanto 54% afirmaram que se sentiram com muita vergonha por isso ter acontecido nos EUA.

O presidente Barack Obama deve divulgar nesta quarta-feira um pacote de medidas para redução da violência com armas, que deve incluir a proibição da venda dos rifles de assalto e a restrição da quantidade de munição vendida junto a uma pistola, além da checagem de antecedentes para a compra de armamentos.

Segundo a pesquisa, 58% das pessoas são a favor de leis mais severas para armas e apenas 5% dizem que as regras deveriam ser amenizadas, enquanto 35% disseram que as lei deveria ser mantida inalterada.

Em comparação, depois do atentado em Virginia Tech em 2007, uma pesquisa da Associated Press com a Ipsos mostrou que 47% dos entrevistados gostaria de leis mais duras, 38% acreditavam que elas deveriam ser mantidas e 11% queriam que fossem menos severas.

A maioria das pessoas na nova pesquisa mostrou-se favorável uma proibição nacional de equipamentos de modelos militares e armas leves de repetição (55%). Além disso, os norte-americanos também querem impor limites sobre a quantidade e o tipo de violência que podem ser retratadas em videogames, filmes ou na televisão (54%). Cerca de metade (51%) dos entrevistados defende a proibição da venda de pentes de munição com de 10 ou mais balas.

Ao mesmo tempo, 51% disseram crer que leis que limitam a posse de armas violam o direito constitucional do público de possuir e portar armas de fogo. Entre os republicanos, 75% citaram tal violação. A maioria dos democratas (76%) e das pessoas independentes de filiação política (60%) apoiam leis mais rigorosas, enquanto a maioria dos republicanos (53%) quer que a legislação sobre armas seja mantida.

Há também uma diferença entre os gêneros. Controle de armas é uma questão mais importante para as mulheres, com 68% das entrevistadas, alegando que isto é muito ou extremamente importante para elas. Já entre os homens, esse número cai para 57%. As mulheres também são mais propensas a fazer leis mais rigorosas de armas: 67% defendem a causa, em comparação com 49%.

Entre os proprietários de armas, apenas 40% querem a proibição da venda de modelos militares e armas leves de repetição. Só 37% são a favor da proibição de pentes de alta capacidade, enquanto 66% dos não proprietários de armas proibiria estes mesmos tipos de armas de estilo militar e 60% proibiria a venda pentes de alta capacidade.

No entanto, 80% dos donos de armas alegam apoio ao padrão federal de checagem de antecedentes de pessoas que compram armas em feiras de armamentos, assim como 87% dos não proprietários.

Os proprietários de armas são, em sua maioria, republicanos (55%). Os democratas representam 30% desse contingente.

A pesquisa foi realizada com 1.004 adultos por telefone entre os dias 10 e 14 janeiro de 2013. A margem de erro é de 4 pontos porcentuais para mais ou para menos. As informações são da Associated Press.

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