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França aumenta alerta após ataques no Mali e na Somália

15:49 | 12/01/2013
Intervenção militar no Mali provoca mais de 100 mortes e pelo menos 18 são confirmadas após resgate fracassado na Somália. Insurgentes dizem que ações colocam em risco a vida de franceses em 'todo o mundo árabe'. O presidente da França, François Hollande, aumentou o alerta no país neste sábado (12/01) por conta da intervenção militar que o país desencadeou no Mali e de uma ação para resgate de um refém na Somália. Hollande pediu ao primeiro ministro Jean-Marc Ayrault que amplie a proteção sobre prédios e transportes públicos. Militares franceses realizaram ataques aéreos contra rebeldes islâmicos na região central de Mali e destacaram tropas para proteger a capital Bamaco neste segundo dia de intervenção militar. Com os ataques, o governo do país africano conseguiu recuperar o comando da importante cidade de Konna. Os confrontos, porém, deixaram um saldo de pelo menos 100 mortos, incluindo rebeldes e soldados franceses. O grupo insurgente Ansar Dine afirmou neste sábado que a continuidade dos ataques coloca em risco a vida dos cidadãos e reféns franceses em poder deles. "Há consequências não apenas para os reféns, mas também para os cidadãos franceses em qualquer parte do mundo árabe", afirmou Sanda Ould Boumama, porta-voz do grupo. "Vamos continuar resistindo e nos defendendo. Estamos prontos para morrer lutando". O governo francês já recomendou aos 6 mil cidadãos franceses que atualmente vivem em Mali a deixarem o país. Por várias vezes o governo em Paris retratou a situação no país africano como uma ameaça à segurança internacional. Situação "sob controle" De acordo com o Exército de Mali, a situação no país está "sob controle", mas as Forças Armadas ainda estão atacando pontos de resistência. Ainda na sexta-feira, pouco depois de Hollande ter anunciado a intervenção militar na antiga colônia africana, o presidente interino de Mali, Dioncounda Traore, declarou estado de emergência no país. A Nigéria também afirmou que enviará uma equipe técnica da Aeronáutica a Mali. Comandantes enviados pelos Estados membros do bloco da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental chegarão a Bamaco nas próximas horas. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, tem um encontro agendado com o presidente François Hollande em Paris ainda neste sábado para discutir a intervenção militar. Em Londres, o primeiro-ministro David Cameron declarou apoio às tropas francesas em Mali e disse que a situação inspira preocupação. Resgate fracassado na Somália A operação fracassada para libertação de um agente secreto francês na Somália terminou com a morte de pelo menos 18 pessoas um soldado francês e 17 insurgentes do grupo Al Shabaab. Apesar de o comando rebelde garantir que Denis Allex, refém desde 2009, está vivo, o governo em Paris acredita que ele tenha sido morto pelos seqüestradores durante o confronto. Segundo o ministro francês de Defesa, Jean-Yves Le Drian, a missão foi desencadeada por conta da "intransigência dos terroristas, que se recusam a negociar há três anos e meio". Oito cidadãos franceses estão nas mãos de islamitas na área do Sahel, onde há forte influência de grupos terroristas ligados ao Al Qaeda, e a França vinha justificando sua relutância em intervenções militares na região com base na segurança desses reféns. MSB/dpa/dapd/rtr

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