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Especialistas alemães prestam consultoria a governo norte-coreano

13:38 | 05/01/2013
A Coreia do Norte pretende abrir ainda este ano suas fronteiras para investidores estrangeiros. Consultores alemães ajudam Pyongyang a planejar nova etapa econômica. Segundo informações divulgadas pelo jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), as lideranças norte-coreanas têm planos concretos de abrir a economia do país para investidores estrangeiros. Para isso, o governo do país conta com a consultoria de economistas e advogados alemães. "Há um plano-diretor. Eles querem abrir [o mercado] ainda este ano ", diz o jornal ao citar um dos profissionais envolvidos no projeto. O interesse do país, ainda isolado economicamente do resto do mundo, recai sobretudo na modernização da legislação que regulamenta os investimentos em território nacional. Modelo vietnamita Pyongyang não pretende, contudo, simplesmente copiar o modelo chinês de zonas econômicas especiais destinadas a investidores financeiros, escreve o jornal alemão. "Eles se interessam mais pela pelo modelo vietnamita, no qual escolhe-se determinadas empresas para investir no país", explica um dos envolvidos ao FAZ. Segundo o diário, o especialista entrevistado, cujo nome não foi divulgado, é professor de uma renomada universidade alemã e já prestou consultoria a outros governos asiáticos no passado. Até agora, a Coreia do Norte vinha tentando atrair investidores provenientes apenas da China, que se interessam sobretudo pelas enormes reservas de matéria-prima do país. De acordo com o jornal, há no momento um número cada vez maior de empresas japonesas, sul-coreanas e ocidentais interessadas em investir na Coreia do Norte. "Mas os militares não irão querer abrir mão do controle", avalia um economista alemão, que já viajou diversas vezes à Coreia do Norte e prestou também consultoria ao governo do país. Ele suspeita que os projetos de reformas não venham a ser, por isso, realizados. Kim Jong Un: sérias intenções Em seu primeiro discurso do ano, o governante Kim Jong Un anunciou na última terça-feira (02/01) uma "mudança radical" na política do país, tendo mencionado inclusive uma possível reunificação com a Coreia do Sul. Segundo ele, "é importante acabar com o confronto entre o Norte e o Sul". O chefe de governo acrescentou ainda que 2013 será um ano "de grande invenções e transformações". Sua principal meta é a melhoria das condições de vida no país, concluiu. SV/dpa/afp/FAZ

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