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Economistas dos EUA estão mais otimistas em 2013

09:26 | 28/01/2013
Os economistas corporativos estão se tornando mais otimistas sobre 2013, segundo um nova pesquisa que prevê que a economia dos EUA se expandirá em um ritmo bastante robusto este ano, apesar da contínua incerteza em Washington.

De acordo com a pesquisa da Associação Nacional para a Indústria de Economia Empresarial (Nabe, em inglês), 50% dos entrevistados disseram que a economia terá expansão de 2,1%, ou mais, durante os próximos quatro trimestres. Em outubro do ano passado, uma pesquisa apontou que 36% previam esse nível de crescimento.

"A economia continua a se solidificar", disse o presidente do comitê de pesquisa da indústria da Nabe e economista da Associação Nacional de Produtores Elétricos, Timothy Gill. "Enquanto o painel foi quase unânime em sua visão de que a economia terá expansão durante os próximos quatro trimestres, ele ficou dividido quanto ao grau de crescimento esperado."

A pesquisa ouviu 65 economistas que trabalham com empresas do setor privado, ou associações comerciais da indústria. Somente 2% disse que a economia terá contração neste ano, mas uma grande minoria - 47% - espera que o Produto Interno Bruto (PIB) aumentará entre 1,1% e 2,0%.

Os economistas estão também mais otimistas sobre a melhora do mercado de trabalho, com 34% dizendo que suas empresas ou indústrias planejam aumentar o número de emprego nos próximos seis meses, em comparação com 28% que tinham essa opinião em outubro de 2012. Mais de metade dos economistas espera que a contratação se mantenha estável. Aqueles que trabalham em finanças, seguros e imóveis foram os mais propensos a ver uma alta dos empregos no futuro próximo.

"Planos de contratação estão aumentando segundo os relatos, embora os planos de elevar investimento estejam desacelerando", disse Gill. "Além disso, as empresas estão aumentando mais do que cortando os empregos e os gastos em 2013."

A pesquisa mostrou que as vendas e lucros ficaram estáveis na sua maioria durante o quarto trimestre de 2012, mas parte dos economistas viram um impacto proveniente das preocupações com o abismo fiscal em seus setores.

Entre os entrevistados, 27% responderam que parte, ou todas as contratações, foi adiada devido à incerteza sobre os aumentos de impostos e cortes de gastos do governo possíveis de entrar em vigor no fim do ano passado. Quase a mesma quantidade, 28%, disse que suas empresas ou indústrias adiaram pelo menos algum investimento no quarto trimestre.

As informações são da Dow Jones.

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