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Críticos de Abdullah II têm bom desempenho em eleição

10:27 | 25/01/2013
A vitória surpreendente de 37 islamitas e outros críticos do governo, apesar de um boicote eleitoral, injeta um grau de dissidência ao parlamento recém-empossado da Jordânia. O rei Abdullah II tem retratado a Assembleia como uma peça central de seu pacote de reformas, mas a oposição diz que não isso é suficiente e prometeu ontem realizar mais protestos de rua.

Os resultados iniciais divulgados ontem mostraram que os Islamitas, que não estão ligados à fundamentalista Irmandade Muçulmana, e outras pessoas da oposição conquistaram mais de 25% do Parlamento de 150 cadeiras, em um forte contraste com a Legislatura que está terminando o mandato e é composta quase inteiramente por partidários de Abdullah II.

Os partidários do rei permanecerão, no entanto, no controle da nova legislatura, reivindicando uma maioria das cadeiras em disputa na eleição parlamentar de quarta-feira - apresentada como o início de um processo de democratização que vai ver o monarca, um aliado próximo dos EUA, entregar gradualmente alguns de seus poderes absolutos aos legisladores.

O novo Parlamento escolherá o primeiro-ministro e será responsável por comandar grande parte dos assunto do dia-a-dia do país, poderes que pertenciam anteriormente ao rei. A política externa e assuntos de seguranças, por enquanto, pelo menos, continuam nas mãos de Abdullah II.

Os levantes da Primavera Árabe 2011 na região desencadearam uma onda de manifestações na Jordânia, levando Abdullah a introduzir reformas em casa para tentar impedir que uma dissidência latente - que incluiu pedidos sem precedentes para que o rei renunciasse - se tornasse a explosão de uma revolta. Mas Abdullah tentou implementar as reformas de uma maneira comedida, tentando gerir o ritmo da mudança.

Críticos dizem que as reformas são muito moderadas e a eleição não fez nada mais do que dar cobertura política para a lei constante do rei. As informações são da Associated Press.

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