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Coreia do Sul coloca pela primeira vez um satélite em órbita

O êxito sul-coreano acontece poucas semanas depois da Coreia do Norte ter executado um lançamento espacial com sucesso, que foi condenado pela ONU

12:20 | 30/01/2013
AFP
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A Coreia do Sul entrou nesta quarta-feira, 30, para o seleto clube de potências espaciais asiáticas, ao lado de China, Índia e Japão, ao conseguir colocar em órbita um satélite destinado a captar as radiações cósmicas.

O êxito sul-coreano acontece poucas semanas depois da Coreia do Norte ter executado um lançamento espacial com sucesso, que foi condenado pela ONU.
O foguete de 140 toneladas Korea Space Launch Vehicle (KSLV-I), de concepção russa-sul-coreana, decolou às 7H00 GMT (5H00 de Brasília) do centro espacial de Naro, na costa sul do país.

Após subir por nove minutos, liberou o satélite STSAT-2C, destinado a recolher dados sobre as radiações cósmicas durante um ano, segundo fontes do programa espacial sul-coreano.

O ministro das Ciências, Lee Ju-Ho, afirmou que este é um "êxito para todo o povo" sul-coreano.
O lançamento havia sido adiado em outubro e novembro por problemas técnicos.
A Coreia do Sul deseja desenvolver até 2021 um foguete de três fases 100% sul-coreano, capaz de transportar uma carga de 1,5 tonelada.

As ambições espaciais da Coreia do Sul foram contidas durante muito tempo porque Washington temia uma corrida armamentista na península coreana.
Ironicamente, a Coreia do Norte, país isolado e pobre, venceu a corrida espacial, ao colocar um satélite em órbita no dia 12 de dezembro.
O satélite, ao que tudo indica, não funciona.

A Coreia do Sul e as potências ocidentais consideram que o lançamento do foguete norte-coreano foi, na realidade, um disparo disfarçado de um míssil balístico que viola as resoluções da ONU.

O Conselho de Segurança da ONU, por iniciativa dos Estados Unidos e com o apoio inédito da China, ampliou as sanções contra a Coreia do Norte votadas em 2006 e 2009.

Em resposta a esta decisão, Seul anunciou que pretende executar um terceiro teste nuclear.

AFP

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