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Coreia do Norte anuncia novo teste nuclear

08:19 | 24/01/2013
Dois dias após resolução do Conselho de Segurança da ONU ampliando sanções contra Pyongyang, regime comunista ameaça com novos lançamentos de foguetes e experimentos atômicos, visando especialmente os EUA. A Coreia do Norte comunicou nesta quinta-feira (24/01) que planeja realizar um terceiro teste nuclear e mais lançamentos de foguetes, visando seu "arqui-inimigo", os Estados Unidos, em resposta ao endurecimento das sanções ao país pelo Conselho de Segurança da ONU. O anúncio levou um apelo da China, única grande aliada da Coreia do Norte, para que haja "contenção" e a um aviso da Coreia do Sul para que a nação vizinha atenda às demandas da comunidade internacional. "Não escondemos que os vários satélites e foguetes de longo alcance que continuaremos lançando, assim como o teste nuclear de alto nível que faremos, visam nosso arqui-inimigo, os Estados Unidos", comunicou a KCNA, agência oficial da Coreia do Norte, citando uma declaração da Comissão Nacional de Defesa. "O acerto de contas com os EUA precisa ser feito pela força, não com palavras", acrescentou o texto. Pyongyang não especificou a data da realização do teste, que seria o terceiro, após as detonações subterrâneas realizadas em 2006 e 2009, sob severa condenação internacional. Em um desfile militar em abril, puderam ser vistos foguetes que se parecem com mísseis intercontinentais. Especialistas acreditam, no entanto, que a Coreia do Norte precisa realizar mais testes para reduzir o tamanho das ogivas, para que elas possam ser transportadas por mísseis de longo alcance. Novas sanções Na terça-feira, o Conselho de Segurança da UNO condenou, em uma resolução, o lançamento de um míssil, realizado pela Coreia do Norte em dezembro, estipulando novas sanções contra o país. A Comissão Nacional de Defesa alega que o lançamento tinha como objetivo apenas colocar um satélite em órbita. O governo em Pequim, única aliado de peso da Coreia do Norte, pediu contenção a todas as partes envolvidas na questão norte-coreana. "Todas as partes relevantes envolvidas devem abster-se de qualquer ação que possa agravar a situação na região", disse o porta-voz do Ministério do Exterior chinês, acrescentando que "interesses de longo prazo não devem ser perdidos de vista", e que as negociações sobre o programa nuclear da Coreia do Norte devem ser retomadas. A China também apoiou a resolução do Conselho de Segurança da ONU contra Pyongyang. Seul lamenta A Coreia do Sul lamentou os planos de Pyongyang e exortou o país vizinho a se ater às advertências da comunidade internacional, para não cometer atos que possam ser interpretados como provocações, incluindo testes nucleares. "Nosso governo lamenta profundamente que a Coreia do Norte tenha feito essa declaração", disse o porta-voz do Ministério do Exterior sul-coreano, Cho Tai-Young. O enviado especial dos EUA para a Coreia do Norte, Glyn Davies, apelou para que o país comunista se abstenha de um terceiro teste nuclear. "Esperamos que não o façam ", afirmou Davies, durante uma visita a Seul. "Apelamos a eles para que não o façam. Será um erro e uma oportunidade perdida, se o fizerem." Na terça-feira, a Coreia do Norte prometeu ampliar seu arsenal nuclear e disse que não iria mais participar de negociações sobre o desarmamento nuclear da península coreana por causa da política norte-americana "de agravamento da política de hostilidade contra a Coreia do Norte". MD/DPA/afp/dapd/lusa Revisão:Francis França

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