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Continua negociação com atirador no Alabama

14:27 | 31/01/2013
A polícia mantinha as negociações, nesta quinta-feira, com um homem acusado de entrar num ônibus escolar, matar a tiros o motorista e levar consigo um menino de 5 anos para um bunker rural, em Midland City, no Alabama. O assassinato e o sequestro do garoto aconteceram na tarde de terça-feira.

Vários vizinhos identificaram o suspeito como Jimmy Lee Dykes, motorista de caminhão aposentado de 65 anos que se mudou para o local mais de um ano atrás. Não demorou muito para que ele conquistasse a má reputação de ser um homem de humor instável, com opiniões contrárias ao governo, ameaça os vizinhos com armas e é cruel com animais de estimação.

Há informações de que Dykes e o menino estão num abrigo, parecido com um bunker, localizado na propriedade do homem, que conta com eletricidade e onde há comida e televisão.

Os negociadores da polícia tentam libertar o menino, de forma segura. "Até onde sabemos, não há nenhuma relação (entre o homem e o menino). Ele só queria uma criança para fazer como refém", disse Michael Senn, religioso que ajudou no atendimento das crianças que estavam no ônibus.

A situação permanecia inalterada havia horas, enquanto os negociadores continuavam a conversar com o suspeito, informou Charles Dysart, soldado da cavalaria do Estado, durante coletiva de imprensa na noite de quarta-feira.

As autoridades não forneceram qualquer detalhe sobre o impasse e não se sabe se Dykes fez alguma exigência.

O motorista do ônibus, Charles Albert Poland Jr., de 66 anos, foi considerado um herói por ter dado sua vida para proteger 21 crianças que estavam no veículo. Segundo as autoridades, a maioria das crianças correu para a parte traseira do ônibus quando o Dykes invadiu o veículo e disse que queria dois meninos, de 6 e 8 anos de idade.

Quando o atirador entrou no corredor, Poland tentou impedir sua passagem. Foi nesse momento, de acordo com as autoridades, que Dykes atirou quatro vezes contra o motorista antes de pegar uma criança e fugir.

Vizinhos dizem que Dykes espancou um cachorro até a morte com um cano de chumbo, ameaçou atirar em crianças que entraram em sua propriedade e patrulhava seu jardim com uma lanterna e uma arma de fogo.

Ele deveria ter comparecido ao tribunal na manhã de quarta-feira para responder às acusações de ter atirado em seus vizinhos no mês passado, por causa de uma lombada na estrada. As informações são da Associated Press.

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