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Chávez sofreu complicações após 'severa infecção pulmonar', diz ministro

A ausência de informação detalhada provocou todo tipo de rumores sobre seu estado de saúde

06:00 | 04/01/2013
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O presidente venezuelano, Hugo Chávez, hospitalizado em Cuba depois de ser operado contra um câncer, sofreu complicações após uma "severa infecção pulmonar", informou na quinta-feira o governo.

"Após a delicada cirurgia do dia 11 de dezembro, o comandante Chávez enfrentou complicações como consequência de uma severa infecção pulmonar. Esta infecção derivou em uma insuficiência respiratória que requer do comandante Chávez um estrito seguimento do tratamento médico", disse o ministro de Comunicação, Ernesto Villegas, em um comunicado lido em rede de televisão oficial.

"O governo da República Bolivariana da Venezuela reitera sua confiança na equipe médica que atende o comandante", acrescentou Villegas no pronunciamento transmitido de forma obrigatória por todas as redes de rádio e televisão do país.

Chávez, de 58 anos e no poder desde 1999, se submeteu no dia 11 de dezembro em Havana à quarta operação contra um câncer detectado em junho de 2011 e cuja localização e gravidade se desconhecem.

Desde que foi operado, Chávez não apareceu em público e nenhuma foto sua foi divulgada.

O governo foi informando aos poucos sobre seu estado de saúde no pós-operatório, mas não esclarece se o presidente, reeleito no dia 7 de outubro, poderá reassumir o poder perante a Assembleia Nacional no dia 10 de janeiro, como prevê a Constituição.

A ausência de informação detalhada provocou todo tipo de rumores sobre seu estado de saúde.

Neste sentido, Villegas denunciou uma "guerra psicológica" que a "estrutura midiática transnacional" desencadeou sobre a saúde de Chávez com o objetivo de desestabilizar o país e acabar com a revolução liderada pelo presidente.

O governo "adverte o povo venezuelano sobre a guerra psicológica que a estrutura midiática transnacional desencadeou sobre a saúde do chefe de Estado, com o objetivo de desestabilizar a República (...), ignorar a vontade popular demonstrada nas eleições presidenciais de 7 de outubro e acabar com a revolução bolivariana", disse Villegas.

AFP

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