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Carro-bomba mata pelo menos 22 no norte da Síria

15:46 | 16/01/2013
Pelo menos 22 pessoas morreram nesta quarta feira após a explosão de carros-bomba no norte da Síria, informaram meios de comunicação estatais e ativistas. Os ataques quase simultâneos na cidade de Idlib mostram que os ataques desse tipo chegaram a segundo maior centro urbano do país, um dia após uma enorme explosão que deixou 87 mortos numa universidade na cidade de Alepo.

Há relatos conflitantes sobre o número de explosões desta quarta-feira em Idlib, onde os rebeldes - que lutam para derrubar o presidente Bashar Assad - controlam a maior parte da área rural, enquanto as forças do regime mantém o controle sobre a parte urbana da cidade.

A agência estatal Sana disse que dois suicidas explodiram seus carros em duas rotatórias da cidade, matando 22 pessoas e ferindo 30. Segundo a Sana, forças de segurança impediram outros dois homens que tentaram repetir a ação na zona rural.

Um funcionário do governo sírio disse, porém, que houve três explosões numa importante rodovia e numa rotatória em Idlib, que mataram 22 pessoas.

O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, sediado em Londres, também relatou a explosão de três carros, mas disse que os alvos eram veículos que estavam perto de uma sede das forças de segurança e um posto de verificação. Pelo menos 24 pessoas morreram, a maioria integrantes do setor de segurança, informou o grupo.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelas explosões desta quarta-feira, mas o Jabhat al-Nusra, grupo afiliado à Al-Qaeda, assumiu a autoria de ataques suicidas anteriores contra alvos do governo.

O Exército sírio intensificou suas operações contra os rebeldes no norte após os ataques, afirmando te matado dezenas de "terroristas mercenários" nesta quarta-feira em Alepo. Em comunicado, os militares prometem continuar a "perseguir o terroristas remanescentes e limpando sua sujeira". O governo costuma se referir aos rebeldes como terroristas.

O Ministério da Educação Superior sírio suspendeu as aulas e os exames nas universidades de todo o país, um dia depois das explosões ocorridas na Universidade de Alepo. Ainda não está claro o que causou as explosões, que ocorreram enquanto os alunos faziam seus exames.

O Observatório disse que 87 pessoas em Alepo foram mortas e advertiu que o número pode subir ainda mais, já que médicos encontraram pedaços de corpos no local e alguns dos 150 feridos estão em estado grave. As informações são da Associated Press.

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