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Aventureiro britânico realiza maior travessia pelo continente gelado

14:41 | 07/01/2013
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O aventureiro britânico Ranulph Fiennes zarpou, nesta segunda-feira, 7, da Cidade do Cabo com destino à Antártica para uma grande aventura em que cruzará durante o inverno o continente gelado apenas com seu par de esquis.

Aos 68 anos, Fiennes pretende percorrer uma distância de 4 mil quilômetros em seis meses e rejeitou qualquer tipo de ajuda e até mesmo a possibilidade de ser resgatado.

O britânico e outros cinco aventureiros que o acompanham nesta empreitada viajam a bordo do navio "SA Agulhas" de bandeira sul-africana, que deve levá-los até a Baía Crown no final de janeiro.

A expedição terá início em março e representará um dos últimos desafios polares a uma altitude de 3 mil metros.

Meta

A meta é percorrer 35 km por dia para chegar ao ponto final McMurdo Sound em setembro. Segundo Fiennes, esta é a primeira tentativa de atravessar o sexto continente durante o inverno, onde as temperaturas alcançam mínimas de 90 graus abaixo de zero.

Durante o inverno, as montanhas geladas da Antártica ficam mergulhadas na escuridão.
"Fazemos expedições há 40 anos e batemos muitos recordes no mundo. Na Antártica, já quebramos dois, em 1979 e em 1992, mas foram durante o verão. Ninguém nunca fez viagens no inverno, partimos em direção ao desconhecido", declarou Fiennes à AFP.

Espírito aventureiro
Aos 65 anos, Fiennes escalou o monte Everest e é considerado pelo livro Guinness dos recordes o "maior explorador ainda em vida".

Uma vez iniciada a aventura, o grupo não terá a possibilidade de ser socorrido, pois durante oito meses os navios não navegam no continente gelado.

"Vamos levar mantimentos suficientes para um ano e teremos ainda um médico na nossa equipe. Utilizaremos todos os dispositivos conhecidos de calefação e novos aparelhos respiratórios", ressaltou.

A caravana foi batizada como "A viagem mais fria" e tem um objetivo humanitário: arrecadar 10 milhões de dólares que serão doados à organização britânica "Seeing is Believing" para ajudar aos cegos.

AFP

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