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Síria: rebeldes executam líder da guerrilha curda

16:56 | 02/11/2012
Insurgentes sírios mataram a líder do Partido da União Democrática (PYD, na sigla em curdo), Shaha Ali Abdu, na cidade de Alepo, em mais um episódio de tensão entre os insurgentes sírios e os sírios da etnia curda, que é majoritária em algumas regiões do norte do país, informou o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo opositor sediado em Londres. O PYD é considerado um braço sírio do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, pela sigla em curdo) da Turquia.

"Shaha Ali Abdu, também conhecida como Nujeen Dirik, foi morta na manhã desta sexta-feira. Ela comandou uma unidade popular de defesa curda que faz parte do PDY", disse o Observatório Sírio. Ela tinha 42 anos. "Shaha foi morta uma semana após ter sido capturada pelos insurgentes", disse o grupo sediado em Londres. A agência de notícias curda Firat não confirmou a notícia, mas nacionalistas curdos protestaram contra a morte de Shaha Ali Abdu, acusando os árabes de tratarem mais uma vez os curdos com violência e discriminação.

O PYD faz oposição ao governo do presidente sírio Bashar Assad, mas até agora tem se mantido relativamente neutro durante os combates entre as tropas de Damasco e os rebeldes em Alepo, maior cidade do país. Mas confrontos entre insurgentes árabes e os curdos do PYD, na semana passada, deixaram 30 mortos em Alepo, levando a temores de que uma outra guerra civil, entre curdos e árabes, estoure na Síria. Embora minoritários em Alepo, os curdos são majoritários em al-Hasakah, outra província do norte sírio.

De acordo com o Observatório, Shaha Ali Abdu foi capturada pelos rebeldes quando foi entregar corpos de combatentes mortos durante a luta. Rujhad Khalil, jornalista em Alepo, disse que ela chefiava a milícia que protegia os bairros de Ashrafiyeh e Sheik Maqsud em Alepo. Khalil disse que Shaha Ali Abdu "estava em uma missão para entregar os corpos de combatentes da oposição, bem como rebeldes (árabes) capturados pelos curdos, após confrontos entre rebeldes e a milícia curda" quando foi capturada.

As informações são da Dow Jones.

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