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Israel faz disparos de advertência contra a Síria

14:46 | 11/11/2012
Israelenses justificam que disparos foram resposta a um morteiro procedente do país vizinho que atingiu as Colinas de Golã. Segundo imprensa, esta foi a primeira vez desde 1973 que Israel dispara contra a Síria. Militares de Israel fizeram disparos de advertência neste domingo (11/11) em direção à Síria, em resposta a um morteiro que caiu em uma área ocupada pelos israelenses nas Colinas de Golã. A rádio pública israelense afirmou que essa foi a primeira vez que Israel dispara contra Síria desde 1973, quando houve a Guerra Árabe-Israelense. Não foram registradas vítimas da explosão do morteiro. As Forças de Defesa de Israel apresentaram uma queixa por meio das forças de paz da ONU que operam na área, afirmando que "disparos vindos da Síria contra Israel não serão tolerados e serão respondidos duramente". As Colinas de Golã são um território tomado da Síria por Israel em 1967 e anexado pelos israelenses em 1981. A comunidade internacional nunca reconheceu a medida. Apesar de não ter havido um acordo formal de paz, as Colinas de Golã são consideradas relativamente pacíficas desde 1970. Em uma reunião semanal de gabinete neste domingo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que Israel está "monitorando de perto o que está acontecendo na fronteira com a Síria". "Lá também estamos preparados para qualquer incidente." De olho em Gaza Na mesma reunião, ele afirmou que Israel está disposto a intensificar suas ofensivas à Faixa de Gaza, após lançar neste domingo ataques contra aquele território pelo segundo dia consecutivo. Os confrontos começaram quando militantes palestinos dispararam na tarde de sábado um míssil antitanque contra um jipe israelense de patrulha, perto da parte nordeste da fronteira, ferindo quatro soldados israelenses. Desde então, seis palestinos foram mortos, incluindo dois membros do grupo radical Jihad Islâmica, atingidos por ataques aéreos israelenses de represália, realizados no norte da cidade de Gaza, além de outras quatro pessoas identificadas pelas autoridades palestinas como civis. Elas disseram que outros 32 palestinos foram feridos. O Centro Palestino para os Direitos Humanos, baseado em Gaza, identificou os quatro mortos. Dois deles eram irmãos, com idades de 16 e 17 anos, atingidos por estilhaços de um projétil de tanque em um campo onde eles brincavam. A organização disse ainda que os outros dois jovens tinham entre 18 e 19 anos e foram mortos após tiros de tanques terem atingido uma casa. Milhares de palestinos participaram no domingo dos funerais dos seis mortos. No cortejo, muitos gritaram pedindo vingança. O braço armado da Frente Popular para a Libertação da Palestina assumiu responsabilidade pelo ataque de sábado contra o jipe militar israelense. Trégua quebrada Ataque de sábado quebrou a trégua oficial entre Hamas e Israel intermediada pelo Egito em outubro. Hamas, o movimento islâmico atualmente no poder em Gaza, afirmou que seus militantes se juntaram a outras facções no domingo, participando de dezenas de disparos de foguetes de curto alcance a partir de Gaza em direção ao sul de Israel. Quatro israelenses foram feridos por estilhaços de foguetes, de acordo com uma porta-voz da polícia israelense. MD/rtr/dpa/ap/afp Revisão: Mariana Santos

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