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Deputado republicano causa polêmica sobre gravidez em casos de estupro

Ao explicar sua oposição total ao aborto - também em casos de estupro -, Todd Akin afirmou que "os casos de gravidez depois de um estupro são muito raros"

14:12 | 20/08/2012

WASHINGTON, EUA, 20 Ago 2012 (AFP) - Um deputado republicano provocou nesta segunda-feira, 20, uma onda de críticas depois de ter afirmado que raramente uma mulher engravida depois de sofrer um estupro.

Ao explicar sua oposição total ao aborto - também em casos de estupro -, Todd Akin, membro da Comissão de Ciências do Congresso e candidato a senador pelo estado central de Missouri, afirmou que "os casos de gravidez depois de um estupro são muito raros".

"Se for um verdadeiro estupro, o corpo da mulher tenta por todos os meios bloquear isso", acrescentou.

"Nos casos em que isso acontecer (...) o castigo deve recair no estuprador e não na criança", acrescentou Akin, que já foi eleito seis vezes e é apoiado pelos ultraconservadores do "Tea Party".

Tanto o candidato republicano à presidência Mitt Ronmey como seu companheiro de chapa Paul Ryan imediatamente tomaram distância das declarações do deputado.

"O governador Romney e o deputado Ryan não estão de acordo com as declarações de Akin e uma administração Romney-Ryan não se oporia ao aborto em caso de estupro", indica um comunicado da equipe de campanha.

Claire McCaskill, atual senadora democrata pelo Missouri e candidata à reeleição, se declarou chocada.

"Que alguém possa ignorar a tal ponto o traumatismo físico e emocional que provoca um estupro é ralmente incompreensível", enfatizou.

Akin admitiu, em um comunicado posterior, ter cometido uma infâmia e que suas declarações não refletem "a profunda empatia que sente pelas milhares de mulheres que todos os anos são vítimas de estupro".

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