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Novo líder da Coreia do Norte reforça poder de militares

14:16 | 14/04/2012
Horas após o fracassado lançamento de um foguete, o novo líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, fez questão de ressaltar a importância que dá à questão militar, com um orçamento que destina 15,8% dos recursos para a Defesa.

Hoje, o Parlamento norte-coreano também aprovou a liderança de Kim Jong Un, que assumiu o poder após a morte do seu pai, Kim Jong Il, no fim do ano passado. Além disso, diversos oficiais militares relativamente jovens foram promovidos para a poderosa Comissão Nacional de Defesa.

Apesar da importância dada aos militares, o primeiro-ministro norte-coreano, Choe Yong Rim, disse aos membros da Assembleia Suprema do Povo que a maior prioridade do país é melhorar a economia e o padrão de vida da população, segundo noticiado pela agência estatal de notícias Korean Central News Agency.

Pouco antes da sessão extraordinária do Parlamento, a Coreia do Norte desafiou os EUA e outras potências mundiais ao lançar um foguete de longo alcance, que carregaria um satélite de observação. Em uma rara admissão pública, os norte-coreanos anunciaram pela TV estatal que o lançamento do foguete foi um fracasso, já que ele não conseguiu entrar em órbita.

A resposta da comunidade internacional foi imediata, com os EUA interrompendo o envio de ajuda alimentar. Existem receios de que o próximo passo dos norte-coreanos possa ser ainda mais provocativo: um teste nuclear. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que o lançamento do foguete foi uma violação das resoluções que proíbem a Coreia do Norte de desenvolver mísseis e programas nucleares.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o lançamento fracassado mostra que o país está desperdiçando dinheiro em foguetes "que não funcionam", enquanto seu povo passa fome. Ele disse ainda que os norte-americanos vão trabalhar com outros países para "isolar ainda mais" a Coreia do Norte.

O ministro de Unificação da Coreia do Sul, Yu Woo-ik, disse que os vizinhos do norte gastaram quase US$ 850 milhões para construir o foguete e uma nova plataforma de lançamento. Segundo o Programa Mundial de Alimentação, da ONU, pelo menos 6 milhões de norte-coreanos - um quarto da população - precisam de ajuda internacional para complementar as cada vez menores rações fornecidas pelo governo local.

Hoje, a Marinha da Coreia do Sul examinou restos do foguete norte-coreano, segundo a emissora de televisão SBS. Essas peças podem explicar o que deu errado no lançamento e fornecer detalhes sobre a tecnologia norte-coreana. As informações são da Associated Press.

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