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Índia considera teste de míssil nuclear "um marco" para a defesa do país

07:32 | 19/04/2012
A Índia testou um míssil nuclear com alcance superior a 5 mil quilômetros, suficiente para alcançar a Europa e parte da China. O míssil pode carregar ogiva de uma tonelada. O governo indiano confirmou nesta quinta-feira (19/04) que o teste de lançamento de um míssil nuclear de longo alcance foi bem sucedido, e que representa um marco na sua capacidade de defesa. O lançamento havia sido adiado em um dia devido às más condições meteorológicas. O míssil Agni-V, de 17 metros, pode atingir mais de 5 mil quilômetros e carregar uma ogiva de mais de uma tonelada. Ele foi lançado um pouco depois das oito horas da manhã horário local, no estado de Orissa, leste da índia. O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, parabenizou o grupo de 800 cientistas e engenheiros que desenvolveu o Agni-V, trabalho que durou durante três anos. O ministro da Defesa da Índia, A. K. Antony, disse que o lançamento foi o de "um grande marco no programa de mísseis indiano". O líder da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO, na sigla em inglês), V. K. Saraswat, foi além ao declarar ao canal de televisão NDTV: "Nós somos hoje uma potência em matéria de mísseis inigualável para a maior parte do mundo". Teoricamente, a faixa de alcance do Agni-V é apenas 500 quilômetros menor do que a distância mínima exigida para um projétil ser considerado um míssil balístico intercontinental. Diferente dos outros modelos desenvolvidos pelos indianos, o Agni-V é capaz de alcançar as cidades chinesas de Pequim e Xangai. Mais perto das cinco potências Atualmente, apenas os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU EUA, China, França, Reino Unido e Rússia têm a capacidade de lançar um míssil balístico intercontinental, segundo declarações públicas. S. P. Dasch, diretor do teste de lançamento, disse à agência de notícias Reuters que o lançamento cumpriu todos os seus objetivos e "acertou o alvo com uma precisão muito boa". O lançamento, anunciado antecipadamente, recebeu menos críticas dos ocidentais comparado ao teste feito pela Coreia do Norte, no qual o projétil falhou antes de entrar em órbita. Pyongyang disse que o lançamento iria enviar um satélite de observação ao espaço. Mas, para o ocidente, foi um teste  de lançamento de um míssil balístico. A mídia chinesa, no entanto, manifestou descontentamento com o lançamento. "O Ocidente negligencia a desconsideração da Índia em relação aos tratados nucleares e de controle de mísseis", dizia o editorial do jornal chinês Global Times nesta quarta-feira, data inicialmente prevista para o teste de lançamento. msh/ijp/kr/afp/ap/rtr Revisão: Nádia Pontes  

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