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Estados devem proteger jornalistas e ativistas para que possam denunciar violações de direitos humanos

De acordo com a relatora especial da ONU, os jornalistas e ativistas são feridos, ameaçados e mortos porque trabalham com informações sobre violações de direitos humanos

10:32 | 06/03/2012

Os jornalistas e ativistas políticos são as principais vítimas dos governos autoritários no mundo. O alerta é da relatora especial das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Margaret Sekaggya. A advertência foi feita durante a reunião do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidos (ONU), na Suíça, depois dos assassinatos de dois jornalistas na Síria – que há um ano vive sob o clima de guerra.

De acordo com a relatora, os jornalistas e ativistas são feridos, ameaçados e mortos porque trabalham com informações sobre violações de direitos humanos. Para a relatora, é fundamental que os Estados assegurem o trabalho dessas pessoas.

"Os defensores dos direitos humanos têm direito à proteção. A responsabilidade é do Estado para garantir essa proteção, de modo que os defensores possam realizar o seu trabalho importante e legítimo em um ambiente propício", disse a relatora.

Margaret Sekaggya discursou durante sessão no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça. "O trabalho [que fazem] é de extrema importância na responsabilização dos governos. Mas esses governos [costumam] reprimir [essas ações] por meio de ameaças, perseguições, prisões, detenções, e, no pior dos casos, mortes."

Para a relatora, os protestos nos países muçulmanos ajudaram a “chamar a atenção mundial sobre os riscos” que sofrem os defensores dos direitos humanos nessas regiões. Segundo ela, um dos principais receios que têm é que o Estado e seus agentes são “supostamente” os autores de muitas das violações cometidas contra esses defensores.

"A história nos mostra que a juventude e os estudantes têm desempenhado um papel fundamental na promoção dos direitos humanos e na colocação de novas ideias sobre a agenda de direitos humanos”, disse Margaret Sekaggya. "Suas vozes merecem ser ouvidas e não devem ser ameaçadas”, acrescentou.

 

Agência Brasil

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