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Anticastristas cubanos de Miami denunciam perseguição durante visita do Papa

13:16 | 29/03/2012

MIAMI, EUA, 29 Mar 2012 (AFP) - As organizações de exilados cubanos de Miami destacaram nesta quinta-feira a perseguição contra os opositores ao regime comunista durante a visita de Bento XVI e consideraram pouco firme a posição do Papa frente aos irmãos Castro.

O Centro de Apoio e Informação da Assembleia de Resistência Cubana, organização formada por dezenas de organizações dentro e fora da ilha, afirmou em Miami que compilou uma lista parcial de 250 opositores que ficaram presos em casa para evitar participar nas atividades do Papa.

Estas denúncias coincidem com as do Movimento Democracia, também de exilados na Flórida, e da Anistia Internacional, que denunciou o aumento da perseguição contra ativistas pró-direitos humanos em Cuba para silenciá-los durante a visita do Papa.

Quanto ao balanço político da visita papal, personalidades cubanas no exílio expressaram opiniões diferentes sobre os resultados dos encontros do Papa com o presidente cubano Raúl Castro e o ex-comandante Fidel Castro.

"Nem sim, nem não, muito pelo contrário", foi o editorial do jornal El Nuevo Herald, onde Marcos Antonio Ramos, historiador eclesiástico e pastor batista aposentado de Miami, considerou que tanto a Igreja de Cuba como o governo de Raúl Castro saíram ganhando com a visita papal.

O analista e escritor cubano Carlos Alberto Montaner, por sua vez, opinou que tanto a Igreja como o regime comunista saíram perdendo porque, a seu ver, ninguém ficou satisfeito com o que o Papa fez ou falou.

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