Pesquisadores se reúnem na Biblioteca do Ceará para debater a história da Saúde
Evento é gratuito e podem participar pesquisadores e entusiastas de todo o Brasil
Pesquisadores cearenses e de outros estados do Brasil se reuniram nesta quinta-feira, 24, para o “I Seminário de Grupos de Pesquisas da História da Saúde e das Doenças”. O evento, que ocorre na Biblioteca Pública Estadual do Ceará (Bece), das 9 às 20 horas, segue até esta sexta-feira, 25.
O Seminário busca debater a história da saúde e das doenças, trazendo a perspectiva do conhecimento acadêmico e dos saberes populares. Além de acadêmicos, o evento é aberto ao público geral mediante inscrição.
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O encontro é uma realização do Grupo de Estudo e Pesquisa em História das Práticas da Saúde e das Doenças (GEPHPSD). Além da Bece, o evento também conta com apoio da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Instituto do Câncer do Ceará (ICC).
A mesa “Produções, Trajetórias e Pesquisas da História da Saúde e das Doenças no Ceará” abriu o evento. Na programação, a vice-coordenadora do mestrado profissional em História da Universidade Federal do Ceará (UFC), Cláudia Freitas comentou sobre a importância da análise desse campo.
“Assim como tudo na vida, a saúde e a doença são processos históricos. Assim como nós temos outros campos de pesquisa, como história de gênero, como história de social da escravidão, nós temos o campo história da saúde, das doenças. Então é importante que a história se aproprie desse campo e nós estamos aqui exatamente para fortalecer os grupos de pesquisa que existem no Brasil”, declara a pesquisadora.
Cultura popular e saúde
A professora Cláudia Freitas ainda aponta que no percurso da História, os saberes populares "sempre foram eficazes". Ela afirma que esses saberes vêm de uma tradição de uma cultura ancestral e que sabem lidar com os chamados males da alma e com os adoecimentos físicos.
"A gente tem como perspectiva que os saberes populares e os saberes científicos se complementam. Além disso, eles podem nos ajudar, inclusive, a fortalecer o nosso Sistema Único de Saúde, o SUS”, conclui.
Com participação de entusiastas e pesquisadores de todo o país, a professora Giovana Lira veio de Recife para prestigiar as discussões. “Eu faço parte do grupo de pesquisa (GEPHPSD). Então, é acolhedor a gente saber que tem gente, muita gente do nordeste, falando sobre isso. Muitas vezes parece que a gente está sozinha no meio de um oceano, nessa área da pesquisa. Foi muito importante pra gente poder fortalecer esses vínculos e pensar numa pós-graduação na área de História, voltada para história da Saúde e das doenças”, aponta a participante.
Clique aqui para conferir a programação completa do evento.
Grupo de estudos
A organizadora do evento e coordenadora de Pesquisa e Conhecimento da Bece, Ana Karine Garcia, declara que o Seminário surgiu como uma concretização dos debates do Grupo de Estudo e Pesquisa em História das Práticas da Saúde e das Doenças (GEPHPSD), que ocorre de forma virtual.
“A pandemia trouxe à tona reflexões sobre o passado e essa questão histórica nos ajuda a conhecer e entender o nosso presente. A princípio nosso grupo era composto apenas por pessoas daqui de Fortaleza. Junto com uma amiga, que era vinculada a Universidade Federal do Pará, fomos construindo laços e esse grupo foi aumentando. Hoje temos 126 pesquisadores cadastrados e de diferentes regiões do Brasil”, informa a pesquisadora.
Além de palestras, o evento conta com rodas de conversas, lançamentos de e-books e cine debate.
Podem fazer parte do grupo de estudo estudantes da graduação, mestrado e doutorado, independente da área de conhecimento. Interessados podem se inscrever pelo e-mai: [email protected].
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