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Fortaleza dá início à campanha de vacinação contra influenza e sarampo

Prefeitura pretende vacinar cerca de 900 mil pessoas de grupos prioritários durante os próximos dois meses. As vacinas estão disponíveis nos 116 postos de saúde da Capital
14:56 | Abr. 04, 2022
Autor Gabriel Borges
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Tipo Notícia

A partir da manhã desta segunda-feira, 4, idosos acima de 60 anos já podem receber a vacina contra a influenza, assim como os trabalhadores da saúde, que também podem se vacinar contra o sarampo.

De acordo com o cronograma da Prefeitura, a primeira fase da campanha de vacinação contra a influenza e o sarampo teve início neste mês de abril e irá até o dia 2 de maio. No caso da campanha contra o sarampo, a segunda fase terá início no dia 3 de maio e irá abranger crianças de seis meses a menores de cinco anos.

Entretanto, Vanessa Soldatelli, coordenadora de imunização da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), explica que a vacina contra o sarampo faz parte de uma campanha de segmento, ou seja, irá vacinar crianças de maneira indiscriminada, independente da situação vacinal.

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"Essa campanha iniciou com objetivo de corrigir pequenas falhas vacinais. Na campanha de segmento, nós vamos vacinar crianças de 6 meses até menores de 5 anos de idade, indiscriminadamente. Independente de quantas doses elas tenham, elas vão receber mais uma dose", explica.

Soldatelli relata, ainda, que o combate ao sarampo passa pela administração de uma dose com um ano de idade e uma segunda com um ano e três meses. A vacina tríplice viral atua contra o sarampo, a caxumba e a rubéola.

De acordo com a coordenadora, adultos de até 29 anos precisam de duas doses contra a doença, já pessoas de 30 a 59 anos, necessitam apenas de uma. Mesmo não fazendo parte do público alvo da vacinação, essas pessoas podem procurar os postos de saúde para serem imunizadas.

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No caso da influenza, o público alvo após a primeira fase é bem mais amplo, já que contempla professores, crianças (de 6 meses a menores de 6 anos), gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, assim como portadores de comorbidades e pessoas com deficiência permanente.

Caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo, rodoviário, urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, forças de segurança e salvamento, forças armadas, funcionários do sistema de privação de liberdade, população privada de liberdade e adolescentes e jovens em medidas socioeducativas, também estão inclusos na segunda fase que terá início no dia 3 de maio e se encerrará no dia 3 de junho.

Posto Irmã Hercília

 

O POVO foi até o Posto de Saúde Irmã Hercília Aragão, na manhã desta segunda-feira, 4. No local, a movimentação era tranquila durante o início da campanha. A aposentada Selma Abreu, 73, conta que costuma frequentar o posto e que não perde nenhuma campanha contra a gripe.

"Eu já estou acostumada com esse posto, todo mundo é gente fina. Funcionou tudo direitinho. Eu acho muito importante, venho todos os anos, me sinto mais segura”, relata.

Lacira Saraiva, 62, foi mais uma aposentada que aproveitou a manhã desta segunda-feira para garantir a sua imunização contra a influenza. "Achei tudo muito eficiente. A enfermeira tinha mão de fada. Fiquei sabendo da campanha quando visitei minha irmã, ela falou que iria hoje, aproveitei pra receber a minha também. É bem melhor tá vacinada", afirma.

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Para este ano de 2022, o imunizante contra a influenza sofreu alteração na cepa H3N2, conforme o vírus circulante no ano anterior, ou seja, a nova vacina contempla a cepa que gerou um surto de gripe na Capital durante os últimos meses de 2021.

Neste ano, Fortaleza busca atingir bons índices de adesão em suas campanhas de vacinação. Durante os últimos anos, o número de pessoas alcançadas ficou abaixo do planejado. Até novembro de 2021, na Capital, a cobertura da vacina tríplice viral, que combate o sarampo em crianças de um ano, chegou a 73%. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95%. Já no caso da influenza, 84,4% do público-alvo foi vacinado.

"Tivemos um impacto negativo muito grande nas cobertura em geral, nas campanhas e coberturas de rotina também. Estamos com uma campanha importante com duas doenças que são de transmissão respiratória e muita alta transmissão, mas não podemos esquecer das outras vacinas também", destaca Vanessa Soldatelli, coordenadora de imunização da SMS.

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