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Fortaleza
NOTÍCIA

Sindiônibus diz que serviço não será comprometido após empresas venderem veículos

Entidade afirma, em nota, que é comum empresas venderem ou comprarem ônibus, atualizando frota, mas não detalhou quantos veículos foram vendidos

Ítalo Cosme
17:20 | 02/03/2021
SINDIÔNIBUS diz que empresas precisaram se desfazer dos ônibus
 (Foto: FCO FONTENELE)
SINDIÔNIBUS diz que empresas precisaram se desfazer dos ônibus (Foto: FCO FONTENELE)

Apesar de as empresas terem vendido veículos da frota do transporte público de Fortaleza, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) afirma que a prestação de serviço não será afetada. Na última sexta-feira, 26, o presidente da entidade, Dimas Barreira, informou que, por conta dos negócios feitos, não seria possível colocar nas ruas a mesma quantidade de automóveis utilizada antes da pandemia da Covid-19. A declaração foi dada durante audiência com o Ministério Público do Ceará (MPCE).

“Houve empresas que precisaram se desfazer de ônibus para conseguir honrar seus compromissos com funcionários e fornecedores, mas sempre mantendo sua capacidade de atender ao serviço dimensionado pela Etufor (Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza)”, justificou o Sindiônibus em nota enviada ao O POVO.

Para a entidade, é trivial que as empresas vendam e comprem ônibus buscando atualizar a frota, mantendo a idade média, se adequando à quantidade de veículos disponíveis e suas características, como tipo e modernização. No total, são 18 empresas associadas à representação sindical, sendo 11 urbanas e sete metropolitanas.

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A entidade detalhou que “além da frota operante, as empresas mantêm, ainda, outra frota reserva para substituir outros veículos em situações diversas, como manutenções preventivas e eventuais colisões”. O Sindiônibus, no entanto, não respondeu sobre quantos transportes foram vendidos, qual o valor pago por eles, quais empresas venderam e quais compraram.

Em aceno aos empresários, “o Sindiônibus comunica, também, que continuará assistindo as empresas no que for necessário para conseguirmos atravessar essa fase tão difícil sem descontinuidade do serviço de transporte coletivo”, finalizou a nota.

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Na sexta, Dimas detalhou que 1.751 veículos atuavam no sistema antes da pandemia, transportando 923 mil passageiros por dia. Hoje, 60% desse público é atendido em 1.549 ônibus, mas esse total de carros só foi possível após pressão do Município e do Estado, que anunciaram o acréscimo de 200 automóveis no início do mês passado.

Na ocasião, Dimas falou ainda que este seria o novo normal do sistema para 2021. Segundo o representante sindical, a frota já estava programada e que “coincidentemente” teve de ser colocada na rua. “Se a gente quiser colocar a frota anterior para operar, antes da pandemia, a verdade é que a gente nem tem mais".

Cenas de aglomeração em coletivos e terminais de ônibus em Fortaleza são comuns. Uma das principais recomendações para evitar a proliferação do novo coronavírus é o distanciamento social.

O Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) autuou as empresas Socicam e Auto Viação São José, na semana passada, por descumprimento às medidas sanitárias nos espaços de transporte coletivo. Em dez dias, as empresas terão de apresentar defesa.