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Fortaleza
NOTÍCIA

Funcionários de terceirizada da Enel em Fortaleza fazem protesto por melhores condições de trabalho

Entre os direitos reivindicados pelos manifestantes estão a correção do salário e o pagamento das horas extras trabalhadas

Gabriela Almeida
16:00 | 30/11/2020
Funcionários paralisaram atividades ainda no inicio desta manhã (Foto: LEITOR VIA WHATSAPP O POVO)
Funcionários paralisaram atividades ainda no inicio desta manhã (Foto: LEITOR VIA WHATSAPP O POVO)

Funcionários da empresa Sirtec, terceirizada da Enel- distribuidora de energia no Ceará, se reuniram para reivindicarem direitos trabalhistas que estariam sendo negligenciados pela intermediária. Os trabalhadores estão desde a manhã desta segunda-feira, 30, realizando um protesto em frente a empresa, localizada no Mondubim, em Fortaleza. A manifestação contou com a presença da polícia, mas segue sendo pacífica e deve durar o dia inteiro. 

De acordo com um dos manifestantes, que não será identificado por questão de segurança, cerca de 100 funcionários paralisaram as atividades nesta manhã e foram protestar do lado de fora da empresa. O trabalhador alega que a reivindicação é pelo fato da Sirtec ainda não ter corrigido o salário da categoria, não pagar pelas horas extras trabalhadas e não ter ajustado o valor do vale alimentação, dando como justificava a crise financeira provocada pela pandemia.

Além disso, o funcionário afirma que gestores têm o hábito de "perseguição" com os trabalhadores, constrangendo moralmente ao realizarem ameaças de demissão. Enquanto o protesto estava sendo realizado pela manhã, por exemplo, o denunciante afirma que coordenadores anotaram o nome de manifestantes para "demiti-los" após o ato.

"Nós da categoria temos medo porque todo mundo é pai de família, precisamos do emprego (...) A gente quer trabalhar em condições dignas, de receber um salário para nossas famílias", destaca o manifestante. O grupo acionou um advogado e o caso deve ser encaminhado para o Ministério do Trabalho ainda hoje.

Chamada para intervir no local, a Policia Militar do Estado (PMCE) afirma que a manifestação é pacífica, "sem registro de ocorrência e/ou feridos, tendo a crise sido gerenciada, apenas, por meio de verbalização e sem o emprego de força". 

Na última semana, o Sindicato dos Eletricitários do Ceará (Sindeletro) emitiu uma nota afirmando que os funcionários de terceirizadas da Enel entrariam em greve, mediante "o alto nível de insatisfação dos trabalhadores". Apesar de mobilizações nesse sentido terem sido deliberadas, o ato que ocorre nesta segunda se trata de uma paralisação e os trabalhadores devem permanecer no local até que as pautas sejam atendidas ou negociadas pela empresa, com a previsão de que ato dure o dia inteiro.

Procurada pelo O POVO, a Enel afirmou que não interfere "nos processos de pagamento salarial entre as prestadoras de serviços e seus respectivos empregados", mas que está reforçando com suas parceiras "o cumprimento das medidas trabalhistas".

Por meio do Sindicado das Empresas Prestadoras de Serviço do Setor Elétrico (Sindienergia) a Sirtec negou que existam salários atrasados e afirmou que "cumpre o que está na convenção coletiva do setor". A instituição também afirmou que desconhece quaisquer perseguição que esteja existindo por parte de gestores e destacou que acusações não são verídicas.

Confira nota da Enel na íntegra:

A Enel Distribuição Ceará informa que está adotando todas as medidas cabíveis e concentrará todos os esforços para garantir o atendimento adequado aos clientes. A distribuidora ressalta que se trata de uma paralisação parcial e esclarece, ainda, que não interfira nos processos de pagamento salarial entre as prestadoras de serviços e seus respectivos empregados. A companhia está reforçando juntos as parceiras que cumpram com suas obrigações trabalhistas bem como do contrato de prestação de serviços.