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Fortaleza
NOTÍCIA

Escolas de Fortaleza receberão cerca de R$ 28 milhões para adaptações contra a Covid-19

Plano pedagógico foi adaptado e deverá priorizar principais conteúdos para encerrar o ano letivo

Ítalo Cosme
16:29 | 16/09/2020
Escola Municipal Marieta Guedes Martins, no bairro Novo Mondubim, em Fortaleza, já passa por algumas adaptações (BARBARA MOIRA/ O POVO) (Foto: Barbara Moira)
Escola Municipal Marieta Guedes Martins, no bairro Novo Mondubim, em Fortaleza, já passa por algumas adaptações (BARBARA MOIRA/ O POVO) (Foto: Barbara Moira)

Com aulas presenciais suspensas há um semestre e sem previsão de retorno, as escolas de Fortaleza já se preparam para, gradualmente, receber de volta os alunos nas classes. Conforme Dalila Saldanha, titular da Secretaria Municipal da Educação (SME), está estimado, inicialmente, cerca de R$ 28 milhões para adaptar as estruturas e reforçar a biossegurança nos 580 equipamentos escolares da capital cearense, são creches conveniadas, Centros de Educação Infantil (CEI’s) e escolas de tempo integral ou parcial.

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Dalila decompõe o montante. Para a compra de máscaras para todos os alunos, profissionais da educação, luvas, toucas, face shield, termômetros e tapetes de desinfecção, por exemplo, estão estimados R$ 11 milhões. A aquisição do material será centralizada na Prefeitura de Fortaleza e deverá ser distribuídas às unidades. A licitação de R$ 550 mil da SME publicada pelo colunista e editor de economia, Raone Saraiva, para compras de EPIs reúne o material que fracassou no primeiro edital lançado pela gestão municipal.  

Além disso, a estimativa é de que as próprias escolas já tenham em caixa outros R$ 5 milhões, oriundos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDe) e do Programa Municipal de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (PMDE).

Mais duas parcelas de R$ 6 milhões devem compor o montante. A primeira parte é de recursos da prefeitura de Fortaleza referente ao ano de 2019, que ainda está em andamento. A segunda é relativa ao ano de 2020, que será feito em breve. Segundo a gestora, houve atraso por conta da pandemia.

“Para prover a unidade escolar de tudo o que precisa. Também na adequação da infraestrutura para o retorno, como reabertura de espaço para ventilação, instalação de lavatórios, aquisição de tapetes sanitizadores, água sanitária, sabonete líquido, papel toalha, torneira diferente para os bebedouro”, explicou Dalila.

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A gestora ressalta que o dinheiro da escola do dia a dia, para material pedagógico, limpeza, também será utilizado nas questões necessárias para adequações para retorno seguro.

Conforme a titular da SME, todas os equipamentos passaram pelo mesmo processo de diagnóstico e adequação. Dados foram levantados sobre professores e alunos do grupo de risco e quem não teve acesso aos conteúdos, estratégia essa que deve servir para mitigar as consequências causadas pelo fechamos das escolas para evitar a proliferação do novo coronavírus.

“As unidades de ensino já estão na fase final de ajustes de adequações para os protocolos. O plano continua em construção. Estamos aguardando os últimos ajustes que vierem no decreto do governador quando for definido o início para a rede pública. A gente segue dialogando com a gestão e professores para concluir o plano.”

Dalila garantiu que Fortaleza já tem um sistema para rastrear a situação de saúde dos estudantes. Além disso, garantiu que haverá testagem em massa dos profissionais, como ocorreu com a rede particular quando foi liberado o ensino infantil. Ainda não há previsão de retorno. No entanto, há pressão dos sindicatos dos profissionais da educação do município para manutenção do ensino remoto durante o resto do ano, com aulas presenciais só em 2020. Inclusive, há indicativo de greve para caso o retorno seja autorizado.

Sobre as estratégias pedagógicas, Dalila disse que tem discutido e construído com os profissionais da educação, gestores, além da Secretária Estadual da Educação (Seduc-CE) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-CE). No material, há protocolos a seguir sobre quando retornar, com os processos de intervenção, nas avaliações, nas formações os professores e voltado para o currículo.

“Nós estamos elegendo conteúdos essenciais, fundamentais, inegociáveis para continuar avançando. Tem todo um rigor pedagógico. Tanto olhando para condição dos estudantes, mas principalmente olhando para as necessidades para a conclusão do ano letivo”, adiantou Dalila.

Na manhã de hoje, a secretária apresentou os dados específicos de Fortaleza no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Dalila celebrou os avanços durante a gestão do prefeito Roberto Cláudio, prestes a encerrar. Há oito anos, os anos iniciais, do 1º ao 5º ano, do ensino fundamental ocupavam a 18ª colocação entre as capitais. De acordo com o Ideb 2019, o município saltou para 5ª posição. Já nos anos finais, 6º ao 9º ano, antes estava na 17ª colocação, agora está na 4ª.