Justiça decide levar empresário paulista acusado de tentativa de homicídio contra PM a julgamento

A tentativa de homicídio teria ocorrido dia 11 de junho de 2011, em Fortaleza. O POVO apurou que foi expedido um documento, em abril deste ano, com a finalidade de intimar o empresário e dar ciência de que ele foi pronunciado no processo

Após quase nove anos, a Justiça Estadual do Ceará resolveu levar o empresário paulista Rodrigo Mostarda Holanda de Araújo a julgamento pela tentativa de homicídio contra um soldado da Polícia Militar do Ceará. O empresário é acusado de atropelar o PM em Fortaleza, em junho de 2011. O POVO apurou que foi expedido um documento, em abril deste ano, com a finalidade de intimar o empresário e dar ciência de que ele foi pronunciado no processo. Foi expedida uma carta precatória - um documento onde uma comarca de Fortaleza se comunica com a outra comarca, ou seja, com a de São Paulo, com a finalidade de intimar pessoalmente o acusado.

O juiz da 2ª Vara do Júri de Fortaleza, José Ronald Cavalcante Soares Júnior, chegou à conclusão de que existem indícios de materialidade do crime, com base no laudo da lesão corporal e nos depoimentos das testemunhas. A decisão de pronunciar o empresário foi tomada no dia 19 de fevereiro deste ano, mas foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico apenas na última quinta, 30. O julgamento ainda não tem data para acontecer.

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Segundo a denúncia enviada à Justiça pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) no dia 21 de junho de 2011, Rodrigo Mostarda estava em uma lanchonete com amigos, na avenida Washington Soares, quando se iniciou uma discussão com outro grupo. A Polícia Militar foi acionada. Agentes da PM chegaram ao local e separaram os dois grupos. Um soldado levou Rodrigo até o veículo dele e o empresário teria o ameaçado de morte. Em seguida, Rodrigo acelerou o automóvel e atingiu o policial, que caiu no chão.

O empresário fugiu e foi perseguido pela Polícia Militar até chegar a uma residência. Nesse local, houve uma negociação, ele se entregou e foi levado a uma delegacia, onde foi autuado por crime de trânsito e, após isso, foi liberado. Quando o caso chegou na Justiça, foi compreendido pelo promotor e pelo juiz como tentativa de homicídio.

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