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Fortaleza
NOTÍCIA

Órgãos discutem esvaziamento de unidade de acolhimento para crianças e adolescentes

Desde 2017, o local tem baixa procura e tinha apenas um paciente quando foi vistoriado em janeiro deste ano. Órgãos competentes estavam reunidos, na manhã desta quarta-feira, na sede do Ministério Público, para discutir a situação

Leonardo Maia
14:18 | 11/03/2020
Unidade de acolhimento fica localizada no bairro Cidade 2000
Unidade de acolhimento fica localizada no bairro Cidade 2000 (Foto: Google Street)

O Ministério Público do Ceará fez uma vistoria e investiga as condições em que a Unidade de Acolhimento Marcus Vinicius de Sousa, na Cidade 2000, em Fortaleza, atua. O local faz parte do Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) e acolhe crianças e adolescentes que têm envolvimento com álcool e drogas ilícitas. Desde 2017, a unidade tem baixa procura e tinha apenas um paciente quando foi vistoriada pelo MPCE em janeiro deste ano.

Na manhã desta quarta-feira, 11, a Secretária Municipal de Saúde, o Conselho Tutelar, o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente, entre outros órgãos que se relacionam com a temática, se reuniram em uma audiência na sede do Ministério Público, no bairro José Bonifácio, para discutir ações que podem contribuir para a melhoria logística da unidade.

A promotora de Justiça Ana Cláudia Uchoa afirmou que, apesar de possuir uma boa estrutura física, o local carece de um maior conhecimento por parte das instituições que podem realizar encaminhamentos de crianças e adolescentes com o perfil de atendimento. Ela considerou que a baixa ocupação não se deve à falta de demanda, de acordo com levantamento do órgão.

Ana Cláudia ponderou que a unidade tem um propósito específico e deve ser utilizada por meio de acolhimentos voluntários e não através de encaminhamentos judiciais, como aconteceu em uma decisão recente. O conhecimento desse perfil, segundo a promotora, é fundamental para que se ocupe a unidade de uma forma mais otimizada.

“Precisamos pensar a unidade de acolhimento de um modo mais criativo, não com uma visão restritiva. É necessário pensar de forma mais ampla, em diálogo com a assistência e com a sociedade”, ressaltou Luciano Tonet, titular da 6ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude.

O grupo de trabalho — formado pelos órgãos presentes para acompanhar a situação — volta a se reunir em audiência no dia 17 de junho para traçar novas estratégias e formas de divulgação.

*Com informações da repórter Júlia Duarte