PUBLICIDADE
Fortaleza
NOTÍCIA

Sensação de calor pode ser prenúncio de chuvas em Fortaleza

Poucos ventos e umidade do ar elevada aumentam sensação térmica e chance de precipitações

Bemfica de Oliva
11:50 | 03/03/2020
Sensação térmica está elevada na Capital, mas temperaturas estão dentro da média para esta época do ano
Sensação térmica está elevada na Capital, mas temperaturas estão dentro da média para esta época do ano (Foto: Evilázio Bezerra em 22.01.2015)

Os últimos dias têm sido de sensação de calor na Capital. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), porém, as temperaturas estão dentro da média para esta época do ano. O motivo de a cidade aparentar estar mais quente que o habitual, segundo o meteorologista Raul Fritz, da Funceme, é a combinação entre a baixa velocidade dos ventos e a alta umidade do ar.

A umidade registrada pela Fundação em Fortaleza desde o último domingo, 1º, até esta terça-feira, 3, ficou entre 68,7% e 93,2%. A velocidade dos ventos, por sua vez, teve média de 6,5 km/h.

As duas ocorrências acabam gerando uma sensação de calor maior pois dificultam a evaporação do suor: a alta umidade dificulta a perda de água da pele para o ambiente, enquanto os baixos ventos não movimentam o ar ao redor do nosso corpo, ação que faz as partículas de água se dispersarem.

Raul afirma que alta umidade e baixos ventos colaboram, além da sensação de calor, para a formação de chuvas. O motivo é que, com o ar úmido parado e quente, ele tende a subir para a atmosfera, e a concentração dessa massa de ar gera as nuvens de chuva. Esse tipo de movimentação é típico da quadra chuvosa e da zona de convergência intertropical, fenômeno meteorológico que está ocorrendo sobre o Ceará no momento. Essa zona gera uma área de baixa pressão atmosférica, que reduz a velocidade dos ventos.

O fato desses fatores gerarem ao mesmo tempo alta sensação térmica e elevadas chances de chuva gerou a crença popular de que uma sequência longa de dias quentes nessa época do ano é prenúncio de chuvas carregadas. Raul afirma que, embora exista uma relação clara entre os dois acontecimentos, não é possível garantir isso. Alterações meteorológicas, diz ele, podem alterar a formação de nuvens, dispersando-as ou levando-as para outras regiões.