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Latrocínio descartado: agente penitenciário morreu no Papicu após ter arma encontrada por criminosos

Órgão descartou hipótese de "roubo seguido de morte" após localizar e prender os seis suspeitos envolvidos no crime

20:21 | 03/03/2020
Operação de captura dos suspeitos durou até segunda,2
Operação de captura dos suspeitos durou até segunda,2 (Foto: Aurélio Alves/O POVO)

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) descartou latrocínio como motivo do assassinato do agente penitenciário Paulo Vitor Passos Teixeira, 25. Segundo informações passadas pelo órgão em coletiva, nesta terça-feira, 3, a vítima foi abordada por criminosos e morta ao ter arma encontrada. Crime aconteceu no último domingo, 1°.

Paulo estava em um veículo com cinco amigos, voltando de uma festa, quando abordagem aconteceu. A PCCE informou que carro foi parado após entrar em uma via, usada como desvio pelas vítimas para chegar ao Pirambu, bairro de destino. Cinco homens ligados a facção Guardiões do Estado (GDE) obrigaram agente e passageiros a descerem e avaliaram seus pertences, desconfiados de que vítimas pertencessem a organização rival. Durante procura, a pistola .40 do agente foi encontrada e Paulo correu para tentar fugir.

Antônio Denilson Marques da Silva, conhecido como “Gordinho”, e Marcos Antônio Ferreira, apelidado de “Negão”, seguiram a vítima efetuando disparos até que ela caísse em uma rua próxima, falecendo no local. Para fuga, Negão recebeu auxílio de Francisco Alves da Silva, 34, motorista de aplicativo e conhecido do suspeito, que estava próximo e acabou presenciando ação. Denilson voltou ao lugar em que veículo estava e liberou amigos da vítima, depois de confirmar que eles não eram policiais.

Após avaliar imagens de câmeras que flagraram ação, PCCE localizou condutor e os dois responsáveis pelos disparos. A arma do agente estava em um bar de propriedade de Abnoan Avelino Vieira, 49, que integrou abordagem. Os outros dois suspeitos, Edson Alexsander Nogueira dos Santos, 23, e Lucas Luiz Ferfolli, 25, também foram encontrados e presos. Ação de captura durou até a segunda-feira, 2, sendo realizada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), pela Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) e pela PCCE.

Os seis suspeitos foram encaminhados para a Delegacia de Capturas e aguardam audiência de custódia. Segundo Wilson Neto, delegado a frente do caso, apenas Marcos Antônio e Lucas confessaram participação no assassinato. Oficial pontuou ainda que “crime mostra insegurança dos homens que fazem esse papel (de agente)”. Todos os suspeitos foram autuados por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. 

Naturalidade

Edson e Lucas, naturais de São Paulo, e Marcos Antônio, de Mato Grosso, são os únicos entre os seis suspeitos que não são cearenses. Segundo Wilson Neto, os criminosos teriam vindo para o Estado com o intuito de atuar no tráfico de drogas, integrando facções.