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Fortaleza
NOTÍCIA

Operação de combate a incêndio em loja do Centro complica comércio no fim de ano

O trabalho dos bombeiros continua nesta quinta-feira, 12, e a interdição do quarteirão também. Cerca de 30 lojas estão fechadas com a interdição, segundo o presidente do Sindilojas, Cid Alves

Izadora Paula
15:37 | 12/12/2019
Incêndio de loja na rua General Sampaio, no Centro. (Foto: Mauri Melo/O POVO).
Incêndio de loja na rua General Sampaio, no Centro. (Foto: Mauri Melo/O POVO). (Foto: MAURI MELO/O POVO)

A operação de combate ao incêndio que atingiu uma loja de importados localizada na rua General Sampaio, no Centro, continua nesta quinta-feira, 12. O trabalho do Corpo de Bombeiros teve início as 15h30min de terça-feira, 10, e agora está em fase de rescaldo - fase do serviço de combate a incêndio em que se localizam focos de fogo escondidos ou brasas que poderão tornar-se novos focos.

Leia mais: Nesta quarta, bombeiros continuam a combater o incêndio que começou na terça em loja do Centro

Conforme a assessoria de comunicação dos Bombeiros, ocorreram alguns problemas na estrutura, que estava colapsando e caiu por cima do material que estava em combustão e dificultou o combate direto às chamas.

Ainda segundo as informações dos Bombeiros, estão sendo removidas algumas partes da estrutura para que seja facilitado o trabalho de rescaldo; nesta atividade, está sendo utilizada uma retroescavadeira. Todo o resfriamento do ambiente também está sendo realizado, e há a expectativa de que a ocorrência seja finalizada ainda nesta quinta-feira, 12.

Impacto econômico

As interdições nas ruas no entorno do local do incêndio, que foram estabelecidas ainda na terça-feira, 10, continuam em todo o quarteirão, para facilitar o trabalho dos agentes. Com isso, o acesso de clientes às lojas fica interrompido.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas), Cid Alves, quase 30 lojas estão fechadas com essas interdições. Ele também explica que, em decorrência do fechamento, as ruas transversais e paralelas estão engarrafadas. Além da impossibilidade de circulação, o impacto econômico se agrava se considerado o período do ano.

"Cada dia do mês de dezembro que uma loja permanece fechada representa entre 5% e 6% de queda nas vendas. Neste período, as vendas podem passar do dobro do período normal. Cada dia até a véspera do Natal, a perda pode chegar até 7% por causa do 13º. É uma grande perda", classifica Cid.

Conforme a explicação do presidente do Sindilojas, o público que compra mercadorias mais populares procura aquela região do Centro para obter os melhores preços. "Quanto mais próximo ao dia 20 de dezembro, e a partir desta data, o faturamento é maior. Com essa interdição, o lojista fica prejudicado", comenta.

Embora lamente pela perda não somente do proprietário da loja, Cid Alves entende que não há um culpado claro nesta situação. "O Corpo de Bombeiros interditou para realizar o seu trabalho, o incêndio deve ter começado por uma questão elétrica. O proprietário da loja também deve lamentar o ocorrido".