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Fortaleza
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Projeto Infância Protegida promove oficinas em Fortaleza

O primeiro encontro ocorreu no último dia 13 de novembro, no Cuca Jangurussu

14:00 | 19/11/2019
O projeto Infância Protegida teve início em outubro deste ano, e conta com 33 mil inscritos por todo o país. A iniciativa trata-se de um curso de extensão com 140 horas/aula, desenvolvido na modalidade Ensino a Distância (EAD).
O projeto Infância Protegida teve início em outubro deste ano, e conta com 33 mil inscritos por todo o país. A iniciativa trata-se de um curso de extensão com 140 horas/aula, desenvolvido na modalidade Ensino a Distância (EAD). (Foto: MATEUS DANTAS/CMFOR)

Com o objetivo de capacitar professores, líderes comunitários e profissionais da saúde a atuarem como agentes de prevenção e enfrentamento das diferentes formas de violência sexual contra crianças e adolescentes, é realizado em Fortaleza o projeto Infância Protegida. O curso de extensão, que teve início em outubro deste ano e conta com 33 mil inscritos por todo o País, é composto por 140 horas/aula e desenvolvido na modalidade Ensino a Distância (EAD). Nesta terça-feira,19, foi realizada, no Cuca da Barra do Ceará, a segunda oficina presencial do projeto. 

O conteúdo, que fica disponível até janeiro de 2020, conta com videoaulas, radioaulas e fascículos veiculados nas mídias do Grupo de Comunicação O POVO, envolvendo o O POVO, a rádio O POVO CBN e a TV O POVO. 

Além das aulas à distância, o projeto promove palestras em diferentes pontos da cidade. Durante a atividade, haverá conteúdos teóricos que geram debates com o público, além de um estudo de caso, que poderá ser realizado à distância e enviado posteriormente para os tutores.  

Por dia, o Disque 100 (Disque Direitos Humanos) recebe cerca de 50 ligações relatando crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes. Segundo dados divulgados em 2019 pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, somente no ano passado o Disque 100 recebeu 17.093 denúncias envolvendo violência sexual contra crianças e adolescentes. Somados a denúncias de abuso sexual (13.418 casos) e exploração sexual (3.675).

“A educação é o meio transformador mais eficaz para transformar realidades”, comenta Valéria Xavier, coordenadora geral do projeto Infância Protegida do O POVO. Por isso, projeto foi moldado em um curso de extensão que traz um panorama geral dos direitos humanos, do Estatuto da Criança e do Adolescente e sobre os tipos de violência cometidos contra esse público. “Mais que combater a violência, o propósito do curso é prevenir”, destaca Valéria. Os participantes que obtiverem nota mínima exigida receberão certificado pela Universidade Estadual do Ceará (Uece). 

Segundo o diretor geral da Câmara Municipal de Fortaleza, André Machado, a ideia é que os conteúdos sejam propagados para todo o Estado e que a iniciativa fortaleça a campanha nacional contra a violência sexual sofrida por crianças e adolescentes. “Pois é um tema pouco discutido e de impacto muito grave no nossos jovens e com repercussão para a vida inteira”, afirma André. 

Para o assistente social e conteudista do projeto, Daniel Rodrigues, iniciativas como essas são necessárias para promover um enfrentamento dessa violência e minimizar os danos causados. 

Serviço:

Oficinas presenciais - Infância Protegida

Quando: 29 de novembro, das 7h30min às 12h30min

Onde: Cuca Modubim (rua Marlúcia, s/n - Mondubim)

Painelistas: Leila Paiva, Daniel Rodrigues, Hugo Dantas, Geovana Marques e representante do Cedeca-CE

Quando: 6 de dezembro, das 8h30 às 13h30min

Onde: Centro Cutural Belchior (rua dos Pacajús, 123 - Praia de Iracema)

Painelistas: Leila Paiva, Hugo Dantas, Lídia Rodrigues, Graça Gadelha e representante do Cedeca-CE

Inscrições gratuitas: bit.ly/OficinasFDR