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Ceará precisaria triplicar número de Apaes para atender demanda

O Estado possui 32 Associações de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae). O ideal para atender à procura da população seria de 90 unidades. Dado foi repassado durante o projeto Capacita Apae Brasil, que vai até esta terça-feira

00:00 | 11/11/2019
Encontro da Feapaes no Condomínio Espiritual Uirapuru em Fortaleza (Fotos: Sandro Valentim/ O POVO)
Encontro da Feapaes no Condomínio Espiritual Uirapuru em Fortaleza (Fotos: Sandro Valentim/ O POVO) (Foto: Sandro Valentim)

A quantidade de associações dedicadas ao desenvolvimento de pessoas com algum tipo de deficiência intelectual no Estado precisaria ser triplicada para atender toda a demanda. De acordo com Francisco Leitão, presidente da Federação Nacional das Associações de Pais e Amigos de Excepcionais (Fenapaes), secção Ceará, existem, atualmente, 32 Apaes no Estado. A quantidade necessária para o número de habitantes seria de 90 entidades. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 11, durante o projeto Capacita Apae Brasil, no Hotel Recanto Wirapuru, no bairro Castelão. O encontro prossegue até esta terça-feira.

“Falta incentivo para a criação de novas associações. É fundamental o envolvimento das famílias. Mas, para isso, essas pessoas precisam ser estimuladas”, informa Leitão. O Estado é o oitavo a receber o projeto. O encontro reuniu representantes de 29 entidades do Ceará - não puderam comparecer representantes das Apaes das cidade do Cedro, Piquet Carneiro e Cariré. O presidente nacional da Fenapaes, José Turozi, informou que o treinamento foi iniciado nos estados do Norte e do Nordeste porque são áreas estratégicas que necessitam de capacitação in loco.

O Capacita Apae Brasil deve percorrer os estados de todas as regiões do País com profissionais de assistência, saúde, educação e da área de autismo.O intuito das Apaes varia de acordo com o estado. Mas, de acordo Turozi todas têm o papel de promover o desenvolvimento cognitivo e intelectual dos assistidos para que eles sejam capazes de ser inseridos na sociedade.

“O intuito de colocar uma pessoa com deficiência na Apae é de fazer com que ela se adapte à sociedade e não necessite mais da associação. Temos cumprido esse papel em áreas que são fundamentais para o desenvolvimento das pessoas com deficiência”, delimita. A capacitação passou, este ano, pelos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Pará, Maranhão, Amapá e Rondônia. A Apae tem 2.213 filiadas no Brasil e a maior parte está nas regiões Sul e Sudeste.

Mayara Lopes, 19, possui uma deficiência intelectual. Ela foi escolhida para ser autodefensora, ou seja, alguém que defende os direitos dos alunos da Apae. Moradora da cidade de Orós, a 335,9 quilômetros de Fortaleza, ela faz oficina de arte, computação, vôlei e futsal na sede da entidade. “A Apae me ajuda no meu desenvolvimento. Eu recebo estímulos e aprimoro algumas ações que são importantes, de maneira mais rápida”, aponta.

Maria José Albuquerque Loiola fez mais. Ela fundou a Apae da cidade de Forquilha, a 217 quilômetros de Fortaleza, quando nasceu a filha com síndrome de down. Hoje, aos 22 anos, a filha conseguiu chegar a um desenvolvimento intelectual e a uma independência que Maria José sabe que não seria possível sem a presença da Apae. “Temos 170 pessoas atendidas com as mais diversas deficiências intelectuais. A troca de experiências de um evento como esse é muito enriquecedor”, diz.

Capacita Rede Apae Brasil

Onde: Hotel Recanto Wirapuru Av. Alberto Craveiro, 2222 - Dias Macedo

Quando: terça-feira, 12

Horário: das 8h às 13h