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Fortaleza
NOTÍCIA

Porteiro do Edifício Andréa diz que plano é se aposentar; depoimentos seguem no 4º DP

Segundo o delegado responsável pelo caso, José Munguba Neto, o inquérito deve demorar a ser concluído devido à complexidade do trabalho de perícia no local

14:08 | 23/10/2019
PERITOS estiveram ontem no local da tragédia, marcando evidências da causa do desabamento
PERITOS estiveram ontem no local da tragédia, marcando evidências da causa do desabamento (Foto: MAURI MELO)

Testemunhas, feridos, familiares e possíveis responsáveis continuam, nesta quarta-feira, 23, a depor no 4º Distrito Policial, no bairro São João do Tauape. Durante a manhã, ao menos quatro pessoas depuseram na unidade policial. Entre elas o dono da construtora responsável pela edificação do prédio há 38 anos e o pai do estudante de Arquitetura Davi Sampaio Miranda, oitava pessoa a ser resgatada com vida. Eles não deram entrevista ao O POVO.

Os efeitos políticos da tragédia - ouça a análise:

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Por volta das 10 horas, o porteiro Francisco Rodrigues Alves entrou para contar o que viu no dia da tragédia. Francisco, que trabalhava há 20 anos no condomínio, teve fraturas fechadas nos braços, passou por duas cirurgias e ficou internado até o sábado, 19. Ele contou que está se recuperando, “ainda meio nervoso, meio abatido”, e que para o futuro tem um plano: se aposentar.

Até o início desta semana, 18 pessoas já haviam sido ouvidas durante o andamento das investigações. O inquérito corre em segredo de justiça e, segundo o delegado responsável, José Munguba Neto, deve demorar a ser concluído devido à complexidade do trabalho de perícia no local. Em comparação, o laudo do prédio que desabou parcialmente na Maraponga em junho levou quatro meses para ser divulgado.

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Busca por pertences

Documentos, joias, fotografias, celulares, máquinas fotográficas e jogos de videogame estão entre os objetos que as vítimas podem encontrar no 4º Distrito Policial, entre 8 e 17 horas. Os objetos foram retirados dos escombros do Andréa. “Algumas coisas já vem identificadas, por terem alguma identificação em si ou terem sido encontradas próximas a documentos; outras são reconhecidas pelas pessoas que moravam no prédio”, explica Jordão Santana, inspetor da delegacia. Após o reconhecimento pelas vítimas, o delegado responsável pelo caso analisa e libera para a retirada.

Assista

Nota da SSPDS:

"Sobre o inquérito policial instaurado, pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio do 4° Distrito Policial, para apurar as circunstâncias do desabamento do Edifício Andrea, até o momento 21 pessoas já foram ouvidas durante o andamento das investigações. Parte dos bens recuperados entre os escombros – aparelhos celulares, tablets, joias, perfumes, artigos pessoais – estão sendo restituídos às vítimas ou familiares que procuram a delegacia com o intuito de receber o bem. A Polícia Civil segue com as oitivas que podem ajudar a elucidar as causas do desabamento.

A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), ainda no sábado, 19, após os procedimentos de buscas terem sido finalizados, iniciou os trabalhos periciais com o intuito de averiguar as causas do desabamento. O Núcleo de Perícia e Engenharia Legal e Meio Ambiente (Nupelm) da Pefoce, que realiza as perícias de engenharia, deu início aos levantamentos. Características da estrutura do prédio serão estudadas, após os escombros serem retirados do local, não havendo, inicialmente, prazo para conclusão".

Com informações da repórter Gabriela Feitosa/ Especial para O POVO

 

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